quarta-feira, 9 de setembro de 2015

MAR SERENO - 18 -

-AEROPORTO DE BRASÍLIA -
- 18 -

VIAGEM -
O Embaixador Ênio Rabelo Monroe, sua irmã Moema e a convidada Isis embarcaram no avião logo cedo da manhã com destino a Brasília. Toda de roupa nova de seda preta custeada pelo próprio Embaixador, a moça estava com temor de seguir naquele aparelho. Havia quem dissesse ser avião um perigo. Por isso mesmo, Isis se encostou mais próximo de Moema. O Embaixador apenas sorriu vendo o amedrontar do aparelho quando começou a roncar para deixar o solo. Por dentro, Isis apenas rezava pedindo a Deus que esse barulho cessasse. Quando o aparelho ganhou altura a 37 mil pés Isis abaixou a cortina da janela por não ver algo do lado de fora.
Isis
--- Assim é melhor. Pelo menos, morro sossegada. – - falou para sempre.
Com isso, a sua companheira de voo gargalhou por demais. O gargalhar pegou com certeza aqueles que seguiam ao lado. Mais adiante, quando tudo se acalmou, Isis falou na sua amiga, Nizete, que ficou para trás, talvez querendo ir para admirar o sol e a terra em baixo. Foi isso que a jovem moça com certeza mais solicitou a amiga.
Moema
--- Ela disse isso? – - quis saber.
Isis
--- Sim. Ela é uma matuta como eu. - - sorriu a declarar ser uma matuta. Gente do mato.
Mas, a virgem moça não era assim, tao matuta. Nizete nasceu na capital e enfim nessa cidade continuava a viver, nesse momento fazendo vendagem para quem quisesse provar do sabor.
Moema
--- Mas, você vai se alumbrar com Brasília. É uma capital imensa. Eu venho para Brasília há algum tempo, desde que Ênio se diplomou. - -
Isis
--- Tem ladrão, aqui? – - quis saber.
Moema
--- Como em todo canto. - - relatou.
Isis
--- Não sei por que. Agora, me lembro de um caso. Não tem nada com o que nós estamos a falar. Mas, veio a lembrança. Foi num sítio em minha terra. Um rapaz foi detido por crime de morte. Quando ele foi mostrar o defunto enterrado, todo mundo que estava com ele, ficou espantado. Ele mostrou que naquele terreno tinha para mais de 125 corpos sepultados. Todos eram de meninas de seus 10 anos. E ainda, ele falou que aquilo era só daquele lado, pois do outro ele sepultou mais de vinte meninas. Ele trazia de fora para enterrar ali. Foi o “monstro do cercado”. Nossa Mãe. - - de imediato se arrepiou.
Moema
--- Não me diga uma coisa dessas! Matava? - - perguntou assustada.
Isis
--- Todas. Matava e enterrava. E ninguém nem suspeitava do rapaz. Alvo, alto, magro com um semblante alegre. Descobriu-se quando um roceiro viu quando ele estava a sepultar a nova menina. Então, deu um grito. Ele agarrou roceiro. Mas, outros camponeses que passavam por perto agarraram o tarado e depois de muita surra, chegou um soldado e prendeu o assassino das meninas. - -
Moema
--- Ele foi preso de fato? – - indagou com vexame.
Isis
--- Nada. O Juiz disse que ele era doido. Então, o povo matou o celerado. - -
A aeromoça passou a oferecer os quitutes para quem quisesse e poucas pessoas aceitaram comer. O avião voava com cerca de 160 pessoas e, de imediato, muita gente adormeceu, até mesmo Moema e seu irmão, Ênio Monroe. O voo tinha um destino de 3 horas sem escalas. E com o tempo marcado o voo chegou ao fim. Ao ver, do alto aquele enxame de aeronaves Isis se assustou. De olhos bem abertos, ela apenas ditou.
Isis
--- Ave Maria! Que gigante! - - declarou de olhos bem abertos.
Moema
--- Isso é Brasília. E ainda vai crescer. - - falou sorrindo
Isis
--- Quanta gente! - -
Moema
--- É o maior hub doméstico do País. - -
Isis
--- O que? - - perguntou sem entender direito.
Moema
--- Centro de conexão. Os terminais de passageiro recebem 25 milhões de passageiros, por ano.
Logo após, houve o desembarque por esteiras rolantes. Isso, a moça já experimentara quando embarcou em Natal. Teve medo, sim. Porém, não muito. Gente para um lado e para outro, seguindo para aeroportos de Brasil e do exterior. A moça Isis quase enlouqueceu de tanto burburinho. Comidas por demais em todos os setores. Tal coisa despertou o apetite na moça.
Isis
--- Empadas e lagostas! – - sorriu cheia de desejos.
Moema
--- Espere um pouco. – - sorriu a acompanhante.
Isis
--- Não posso. Aquelas lagostas me dão um apetite danado. - - sorriu quase a gargalhar.
Monroe
--- Você não comeu lagosta em Natal? – - indagou sorrido o Embaixador.
Isis
--- É claro. Mas aqui, são melhores, com certeza. - - lambeu os lábios.
Moema
--- Essas vêm do mar. Viajam um longo percurso. Porém, tem criatórios por aqui mesmo de lagostas, camarões e até peixes. - - respondeu.
Isis
--- Eles deviam informar de onde vem as lagostas. - -
Monroe
--- Isso é segredo. - - falou sorrindo.
Moema
--- Mas vem do Rio, Espírito Santo e até dos Estados Unidos. - -
Monroe
--- Uma lagosta custa, aqui, em Brasília, 95.00 reais. Vem acompanhada de Vinho branco e outros manjares. Essa lagosta chega até vir de Portugal e da França. - -
Isis
--- Meu Deus! Eu comer uma lagosta francesa! - - falou atrapalhada.
Monroe
--- Do mesmo, é na França e na Itália. Lagosta não preconceito. – - sorriu.
Moema
--- Vamos, então? - - e apontou para a mesa.
Isis sorriu com a brincadeira que fez, pois não queria tao pouco comer lagosta àquela hora do almoço. Apenas sugeriu como forma de pilheria. De um modo ou de outro, sentou-se à mesa e passou a admirar o restaurante. Um homem estava a sorrir como quem adivinhava ser ela uma pequena novata em busca de aventuras em uma grande capital.
Moema
--- Vamos? - - sorriu chamando Isis a degustar a lagosta.



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

MAR SERENO - 17 -

- BAR -
- 17 - 
EM CASA -
No dia seguinte, logo cedo da manhã, Isis pediu licença ao diplomata Ênio Monroe para poder sair até a sua residência na Rua do Beco, logo abaixo de onde estava para poder visitar a sua amiga Nizete, um dia quase sem vê-la. E prometeu voltar antes do anoitecer. O homem concordou desde que Isis voltasse, pois no dia seguinte o médico marcara consulta. O dia estava bom com nuvens esparsas e a praia estava com gente fazendo cooper ou simplesmente passeando com seus animais – cães – ou mesmo sem nada para se contar. O mar estava cheio e quem tinha vontade estava no banho de mar como sempre fazia. Os vendedores de missangas já estavam prontos para a venda. Em um dado instante, Isis chegou a sua casa onde estava ainda tudo desarrumado e no fogão, Nizete fazia as suas encomendas. Isis estava meio desatenta para o que estava espalhado pelo chão. E, por isso, não se importava em pisar em algo fora do local.
Nizete
--- Entra! Estou aqui, no fogão. Ainda está tudo queimado! Virgem! –
Isis
--- Já estou aqui. – Disse isso sorrindo.
Nizete
--- Nem deu tempo de ir. Só quando eu acabasse as coisas, aqui. –
Isis
--- Imagine. Eu vou amanhã ao médico. Nem sei por que. Estou bem. –
Nizete
--- Mas você vai? – Indagou assustada.
Isis
--- Em prometi. Veja. Eu, ontem fui a um restaurante. Eu, o homem e mais a irmã dele. –
Nizete
--- Qual? –
Isis
--- Uma moça bem nova de nome Moema. A gente comeu pizza e ainda em bebi champanhe. – Sorriu a bessa.
Nizete
--- Bebeu? Virgem! Esta bêbada ainda?  - Perguntou como se quisesse sorrir. –
Isis
--- Nada. Foi pouco. E, logo hoje, tomei banho. Estou bem. Mas escute.  Eu tenho uma coisa para dizer: nós conversamos e lá para tantas, veja o que o homem disse. – Sorriu baixinho
Nizete
--- O que foi? Diz! – a moça se voltou para Isis
Isis
--- Perguntou se eu queria ir com ele para Brasília. Imagine! - 
 Nizete
--- E você? Diga logo! – Apressou-se.
Isis
--- Eu fiquei encabulada em responder. A moça foi quem me deu força. Moema disse que era bom. Melhor do que não fazer nada. Que você acha? –
Nizete
--- Mulher! Um convite desse ninguém me faz. Eu vou embora. Vai casar? – Indagou alegre.
Isis sorriu, porém depois negou.
Isis
--- Não. Não. Ele quer que eu vá com ele para ser uma acompanhante pessoal. Fiquei suspensa quanto ele falou no ordenado. Diga quanto? – Sorrio contente.
Nizete
--- Mil reais? – Calculou a amiga
Isis gargalhou para responder.
Isis
--- Cinco mil reais. – e gargalhou ainda mais.
Nizete
--- Nossa! Mulher vá embora. Que está esperando? Estou de perna bamba! – Falou sem sorrisos.
Isis
--- E tenho mais verbas com médicos, educação, carro próprio. E mais. - - sorrio mais ainda.
Nizete
--- E tem muita gente na casa dele? – Indagou de olhar atento.
Isis
--- Não sei. Não perguntei. Acho que tem. Ou não? - -
Nizete
--- Sei lá. Talvez tenha. Mas cinco mil? Você não está equivocada? - -
Isis
--- Não. Tem motorista que percebe 12 mil reais. – - salientou.
Nizete
--- Dele? – - indagou de olhos atentos.
Isis
--- Não. Gente que vai para os Estados Unidos. Parece. - -
Nizete
--- Nossa Senhora! E quanto faz um diplomata? – -  procurou saber.
Isis
--- Vinte mil ou mais. - -
Nizete
--- Verdade. Deve ser 40 mil reais. - -
Isis
--- É muito dinheiro. Um Presidente da República recebe 27 mil reais fora as despesas. Isso, hoje. No ano que vem, tem aumento.
Nizete
--- Um Vereador de Natal está fazendo 18 mil reais. No ano que entra, será muito mais. - - falou enojada.
Isis
--- Achou que vou aceita esse ordenado. - - declarou a pensar.
Nizete
--- Vá embora. Que está esperando? – - alegou com entusiasmo
Isis
--- Pelo menos tenho dinheiro para adquirir roupas de qualidade. - - sorriu.
Nizete
--- Eu fico na pobreza. - - argumentou sem outro jeito.
Isis
--- Arranje um emprego na Câmara. - - falou sem sorrir
Nizete
--- Quem vai me contratar? - -
Isis
--- Sei lá. Talvez o vereador que vem aqui pedir votos. – - fez ver.




domingo, 6 de setembro de 2015

MAR SERENO - 16 -

- CAMARÕES -
- 16 -

PIZZARIA -

À tarde. Isis foi ao setor de Clinica de Saúde para fazer o exame e com a moça também foi a irmã de Monroe, a senhorita Moema como acompanhante ao lado do seu irmão, por certo. Isis estava com temor de ter de submeter a tal exame, vez que nunca fez tal processo. Mesmo assim, não teve dúvidas e, com a companhia de Moema, o temor se reduziu. Após fazer os exames, Isis, ainda assim temerosa, seguiu na companhia de Moema e nada mais alegou. O diplomata Ênio Monroe convidou as companheiras para seguir até certo ponto onde mostraria a moça Isis algo diferente. Talvez Isis não conhecesse ainda. Era uma pizzaria no bairro de Ponta Negra, praia um pouco distante de onde Isis estava.
Monroe
--- Vamos ver uma coisa que Isis talvez não conheça. Moema já é acostumada com isso. – Falou sorrindo
Moema
--- Não me diga ser uma chouparia! – Sorrio.
E os três seguiram para Ponta Negra onde havia locais de pizzarias. Os automóveis passavam em vertiginosa velocidade, cruzando uns com os outros. Os vidros das portas do carro estavam levantados e a moça não ouvia muito bem o sucedido. Apenas olhava os veículos a transitar e as lojas de autos, Bancos, armarinhos e algo mais a passar céleres como se locomovesse a todo custo. Na aparência, Isis era o que supunha. Umas ninfas oferecendo o seu corpo, era o comum para se denotar. Mesmo assim, tudo era muito rápido. Alguma coisa Isis podia vislumbrar. Lojas de utilidades, homens a mostrar seus imóveis como a falar de casos surpreendentes. As entradas das ruas permitiam o trânsito de outros veículos a procura de sugestivas e enormes mansões ou de consultórios médicos. Um idoso a sair carregado em uma cadeira de rodas, uma ambulância trafegar com rapidez parecendo um louco desalmado. Tudo isso e mais a moça podia ver. Quando Monroe chegou a uma loja onde além de tudo estava cheia de algo muito mais que alimentos por conveniência ele estacionou o veículo. Pedintes já estavam a posto a solicitar uma ajuda. Notava-se de pouca carência para com os esmoleres.
Isis:
--- Como tem! Nossa! – Fez ver a moça.
Monroe
--- Vamos entrar. Moema, acompanhe a moça. – Disse ele a sorrir.
Moema
--- Já está comigo. – Respondeu a sorrir.
O restaurante do self Service já estava lotado de pessoas, cada uma a conversar com os seus amigos de momentos triviais. Era um imenso local destinado ao preparo e comércio de refeições podendo também ter bebidas alcóolicas ou não. O servir era diferente em sua forma de atender ao consumidor. A refeição fora de casa deixou de ser uma opção de lazer e passou a ser uma questão de necessidade. É uma tendência dentro do que se pode chamar de terceirização dos serviços familiares, acompanhadas pelo surgimento de outros serviços, como a venda de comida congelada, entrega de pizzas em domicilio dentre outros afazeres. Um restaurante self-service está relacionado à conveniência e proximidade, além de oferecer sociabilidade, prazer e qualidade. Os consumidores têm a opção de escolher o que quer degustar. É bem diferente dos restaurantes à la carte.  Com isso, Monroe foi à frente tendo a companhia de Moema e Isis. Ele queria mostrar a Isis o que havia de bom em uma cidade, como Natal. Na mesa, o homem pediu um champanhe.
Monroe
--- Champanhe, por favor. – Solicitou
De imediato o garçom surgiu como por um encanto com uma garrafa e três copos. Abriu a garrafa e delicadamente se afastou. Monroe serviu à moça um pouco da bebida e essa indagou
Isis
--- Posso beber “isso”? – Com a cara franzida
Moema
--- “Isso”, pode. Menina, não tem nada a ver com o que você fez, hoje. Beba! – Sorriu
Isis
--- Primeiro, eu prefiro ir ao banheiro. - Comentou
Moema
--- Então, vamos. – Disse com bastante polidez.
Após um longo tempo de mais de três minutos, a moça chamou por Moema para acochar a sua cintura pois não conseguia fechar o zíper.
Isis
--- Duro. Não consigo. – Ela tentava abotoar o zíper.  
Moema
--- Você não tinha vestido? –
Isis
--- Nunca. Foi negócio de Nizete. – Com cara feira até a moça soerguer o zíper.
Quando estava no setor do restaurante, Isis procurou ver como se montava as moças e rapazes a procura de servir os consumidores. Notou a moça a vestimenta aprumada dos funcionários e como o pessoal usava suas roupas de serviço onde a cor predominante era um preto e branco com sapatos altos e uma gola levemente em cor de mel. O atendimento era a razão maior daquela empresa de uma forma impecável.
Monroe
--- O cliente tem sempre razão. – Falou com suavidade.
Isis.
--- Eu estou a observar. –
Moema
--- Isso é em toda a administração. Os funcionários estão sempre contentes, são afáveis e bem-comportados. – Falou baixo a moça.
Monroe
--- A limpeza e higiene são primordiais. –
Isis
--- Eu, nunca poderei assumir um compromisso assim. –
Moema
--- Mas, você nem pense que vai colocar um estabelecimento assim. Você terá que fazer cursos. Hoje, existe cursos em todo o Brasil. São Paulo, Rio, Minas e por certo, em Natal. Em todo o recanto. E nem precisa de dinheiro assim aos montões. –
Isis
--- Eu prefiro ser funcionária. É muito melhor. –
Monroe
--- Eu te digo. Talvez eu esteja enganado. Mas, ser funcionário é querer ganhar pouco. Veja bem isso. –
Isis
--- Pode ser, porém, é mais seguro. –
Monroe
--- Veja bem. Um servidor do Governo Federal tem um salário de, no frigir, menos de 2 mil reais se ele começar uma carreira. Um agente da Polícia Federal tem salário de 7 mil reais. Mas, um Agente de Serviço Gerais, tem salário de apenas 700 reais. – Dialogou.
Isis
--- Nossa! Como é pouco. Eu sei que não faço isso. Mas, ganhar uma miséria dessa? – Alarmou.
Moema
--- É o que eu digo. Hoje, em países mais desenvolvidos, ricos mesmo, como Suíça, Finlândia, Holanda, nesses países se paga o salário mínimo. Para você vê. –
Isis
--- Eu não acredito. –
Moema
--- Vá morar lá! -  sorriu. 



sábado, 5 de setembro de 2015

MAR SERENO - 15 -

- APARTAMENTO -
- 15 -
VISITAS -
Por volta das 08.00 da noite, visitas chegaram ao apartamento onde estava a moça Isis. Eram o pai e uma irmã de Monroe. Nesse ponto, Isis ainda estava desperta assistindo TV. Ao sinal da porta, Monroe partiu para abrir. O seu pai – Lucas – e sua irmã – Moema – eram pessoas distintas ao quais Monroe não podia faltar. Afinal, o homem, já idoso, era o Gerente do Banco do Brasil e a irmã, de 25 anos, era uma excelente personagem bem diferente da primeira irmã Letícia. Quando adentrou no apartamento de Monroe, Moema foi logo abraçar e moça Isis como se a conhecesse há longas datas. Nada sabia a respeito da visitante. Moema só teve atrações pelo jeito da moça, quase uma menina, por seu jeito terno de se abraçar com a visitante.
Moema
--- Olá querida! Você está bem? O que houve então? Ô meu Deus! Tão nova! –
Isis
--- Estou bem. Mais ou menos. Quase boa! – Respondeu sorrindo
Lucas se acercou a moça e fez o mesmo gesto da filha.
Lucas
--- Menina! Coragem! Nunca desista! – E se abraçou com a moça.
Monroe estava feliz com aquela homenagem prestada por seu pai e sua irmã. E findou por dizer:
Monroe
--- Está vendo? Esse é o meu valho pai e essa é a minha irmã mais nova. Deixaram-me feliz! – e apertou, ele mesmo, as suas mãos de contente que estava.
Isis
--- Estou vendo. – e sorriu bem satisfeita.
A conversa se prolongou com Moema a indagar se Isis tinha se alimentado e outras indagações. Demonstrado felicidade, a moça se encostou mais para próximo de Isis e por vias das dúvidas olhou bem próximo os seus olhos e ainda indagou
Moema
--- Tem febre? – Sorriu e perguntou.
Isis
--- Eu creio que não. Já me alimentei e estou forte por demais. Amanhã, vem um enfermeiro para coletar um pouco de sangue e urina. – Falou com susto em relatar “urina”.
Moema
--- Ah, mas isso é normal. Você não tem nada. Verás. – e abraçou a nova amiga.
Lucas
--- Você é mesmo da cidade? – Quis saber
Isis
--- Do interior. Mas já estou me acostumando com a capital. – Sorriu
Lucas
--- Estudas? –
Isis
--- Fiz até o quinto ano. Estou procurando um estabelecimento de ensino para ir mais para frente. Aqui é um pouco difícil. –
Lucas
--- Nada é difícil para quem quer estudar. Vá à luta. Faz o que, agora? –
Isis
--- Eu? Faço vendagem. Coisas simples. Até que está dando certo. Comidas. –
Lucas
--- Muito bem. Tem cabeça. Juízo! – Alertou pondo o dedo em sua cabeça.
Isis
--- Mas é difícil mesmo. Talvez eu ponha uma loja de artigos de comidas. É o que eu penso. - 
Monroe
--- Você, quer dizer – a senhorita não me falou nada sobre esse caso.  –
Isis
--- É o que eu penso. Nós nos conhecemos ainda hoje. – Falou sorrindo
Moema
--- Como você queria que ela falasse? Nem conhece a menina? – Estranhou
Monroe
--- É verdade. Não a conheço. Mas Isis tem uma amiga. Sobrinha. Sobrinha, não? – Indagou de Isis fazendo uma menção para disfarçar a mentira.
Isis sorriu e respondeu.
Isis
--- Ela é prima, sim – alertou.
Monroe
--- Prima. Pois é. Nós estivemos num restaurante enquanto Isis era atendida no Hospital. –
Então a conversa durou meia hora e Moema disse que voltaria a ver a moça tão logo pudesse no dia seguinte.  
Com um pouco mais de tempo, Isis se recolheu ao seu quarto onde teria um sono mais sossegado até a manhã do dia seguinte. O velho Lucas adiantou a sua filha Moema ser bem provável alí está o início de namoro pois o homem com certeza adivinhou o tal assunto.
Moema
--- Que nada. É só amizade. Coitada. Uma menina. –
Lucas
--- Você está perdendo. – Sorriu
Moema
--- Perdendo nada. Ora. Ela nem sabe o que quer. –
Lucas
--- Mas o teu irmão tem status. Vamos apostar? – Quis saber sorrindo
Moema
--- Apostar! Ela nem sabe de nada! –
Lucas
--- Se ficar aqui, ela vai saber. Duvidas? -  
Moema
--- Ela é uma menina, meu pai! Não tem nada a ver. -  argumentou
Lucas
--- Vamos esperar. – Combinou.
A noite era o silencio total. Nem o mar tirou a paz de Isis. Ela dormiu como um anjo. Apenas despertou quanto a Governanta sacudiu de leve o seu corpo para recolher a urina da manhã quando deu cinco horas da manhã. Ouvia-se o canto de um galo muito distante e o latir de um cão com seu ritmo de dois ou três latidos. Um pássaro cantava às primeiras horas do dia e um ônibus passava na rua com seu barulho irritante.
Governanta
--- Urina. – Falou baixinho
Isis
--- Já? – Quis saber um tanto adormecida
Governanta
--- Cinco horas. – Falou
Isis
--- Aqui ou no banheiro? - 








quinta-feira, 3 de setembro de 2015

MAR SERENO - 14 -

- TRAJES -
- 14 -
A VOLTA -

O cheiro do gás ainda pairava do ar e a mulher procurou abrir todas as janelas da pequena residência e permitir a sua saída de vez. Irada com a situação, pegou a panela tostada e a jogou fora a dizer impropérios. Depois de tudo, ela procurou enxugar o resto da comida sobrada e ficou desnorteada com a sua situação. Isso durou um tempo e Nizete saiu de casa e foi até o bar onde estava o seu irmão. Com toda ira disse-lhe o sucedido e ajuntou a roupa de Isis prosseguindo viagem até o apartamento onde havia deixado a moça. Com tudo o que era bravo, Nizete chegou ao apartamento e pediu licença para entrar. Ao chegar do alto do edifício só teve tempo de chorar a distribuir as roupas arrumadas.
Nizete
--- Incrível, senhora! Tudo queimado! – Alegou toda arrebatada.
A governanta sorriu e indagou se não tinha posto outra panela no fogo. E mulher respondeu negativo deixando para fora todos os velhos pertences.
Governanta
--- Na minha casa já aconteceu dessas coisas. – e sorriu
Logo após, Nizete procurou ver como estava Isis e comprovou está dormindo. Então. Perguntou:
Nizete
--- Comeu algo? –
A Governada respondeu ter sido dado um copo de suco.
Governanta
---Só um suco. –
E disse ainda estar só pois o senhor Monroe saiu logo para providenciar os exames solicitados pelo médico. E Nizete arrumou a roupa de Isis dizendo que algumas eram doadas e outras compradas em um vuco-vuco do Alecrim.
Nizete
--- São novas. Mas é carregação. Feitas por costureiras de pouca fama. Veja. – o mostro as roupas
A Governanta viu as roupas sem encanto e levou para pôr em um armário do quarto onde estava a moça a dormir. Após algumas horas, chegou ao apartamento o senhor Monroe e cumprimentou a todos informando ser no dia seguinte logo cedo da manhã os primeiros exames enquanto que os demais ela teria que ir na parte da tarde. Com isso, o homem repousou por completo e indagou.
Monroe
--- Como está a moça? –
Governanta
--- Ela dorme. –
Monroe
--- Então, eu vou ao banho. Estou cansado. Ufa. –
Já passara das 05.00 horas da tarde quando Isis despertou. À sua cama estava sentada a amiga Nizete. Logo acordada, Isis indagou.
Isis
--- Que horas?
Nizete
--- Passam das 5. Quer comer algo? –
Isis
--- Não sei. Vou ao banheiro. – Reportou.
Nizete
--- Então, vamos. Segure-se em mim. –
Isis
--- Parece que estou lesa. –
Nizete
--- É normal. Depois, você vai comer alguma coisa. –
Isis
--- Lá vem você. –
Nizete
--- É preciso. Você está fraca. –
Após alguns instantes, Monroe buscou ir para a sala e lá viu de perto a moça Isis acompanhada de sua amiga, andando com os pés arrastando e procuro de se sentar na cadeira da vovó. Ela falou para o diplomata.
Isis
--- O senhor está aqui? – Falou débil
Monroe
--- Estou. Amanhã vamos fazer exames. –
Isis
--- Ave Maria. E eu posso? –
Monroe
--- Uma moça vem aqui. A urina será a primeira do dia. –
A moça estremeceu por ter o homem dito aquilo daquela forma. E procurou sorrir.
Isis
--- Meu Deus. Mas o senhor. -   
Monroe
--- O que tem isso. Todos urinam. Você não? –
A moça encolheu as pernas como se estivesse já urinando. A Governanta procurou acalma-la a relatar ser ela mesma a retirar a urina
Isis
--- E a senhora vai dormir aqui? –
Governanta
--- Sim. O dia todo. Eu, agora estou residindo aqui com você. –
Isis
--- Nossa Senhora. O que eu faço? –
Monroe
--- Nada. Agora, vamos tomar café. – Sorriu
Isis
--- Café. Parece ser bom. Eu estou com o estomago vazio. –
A Governanta saiu de imediato para preparar o café enquanto Nizete disse.
Nizete
--- Agora eu vou para casa cuidar das minhas panelas. A outra (panela) queimou. Tostada. – Sorrio
Isis
--- Não vá agora. Fique mais um pouco. –
Nizete
--- É preciso.  Tenho que fazer outras comidas para amanhã. -  respondeu
O homem Monroe, naquele instante, retirou da sua bolsa um cheque para pôr à disposição da senhorita Nizete dizendo ser para as duas amigas quando então precisasse.
Monroe
--- Esse cheque é para vocês. Eu dou como ajuda. Amanhã. Você desconte no Banco. –
Nizete
--- Nossa. Isso tudo? –



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

MAR SERENO -13 -

- PRAIA -

- 13 -
EXAMES -

Nesse instante, Isis e a amiga saíram do banheiro sem nada falar a não ser um bom dia dado por ambas. Isis, com voz trêmula. A mulher Letícia vem a moça indagou para si mesma como podia um sovina daquele está com uma mulher daquela. Nada, porém, a mulher falou para se ouvir. Apenas fez careta mordendo os lábios. A moça Nizete pediu o apoio de Monroe e buscar um par se sandália, uma vez ser melhor para Isis. O homem correu o quarto para buscar um par de sandálias. A mulher Letícia aí então indagou.
Letícia
--- De onde vocês vieram? –
Nizete
--- Nós viemos do Hospital. O senhor socorreu Isis – o nome da moça – e trouxe para o seu apartamento. Aliás, eu pedi para ele levar para onde em moro. Mas ele viu ser muito longe. –
Letícia
--- E você onde mora? –
Nizete
--- Lá embaixo. Na rua do Beco. Uma travessa. A gente está vendendo na praia. Ela – ela apontou Isis – desmaiou e o homem foi quem socorreu. Incrível. Gente demais. Ela fez consulta e o médico pediu exames. Pronto. –
Letícia
--- Quer dizer que vocês moram aqui perto? –
Nizete
--- Sim, senhora. Eu não queria. Ele insistiu porque o carro não dava entrada. –
Letícia
--- Fez exames? –
Nizete
--- Só depois. Ele vai marcar. – Explicou.
Letícia
--- Ele? – Apontou para o quarto onde foi o seu irmão
Nizete
--- Sim. Ele mesmo.
Letícia
--- Mas, ele a conhece? –
Nizete
--- Não, senhora. Ele passou, hoje, o socorreu Isis porque estava desmaiada. –
Monroe
--- O que é que você está querendo saber. Ela é moça. E você cale a boca. Ela está aqui e vai ao médico. É por isso que eu chamei uma ajudante! Ora! Ora! Vá lavar seus pratos! – Falou com raiva.
Letícia
--- Olha quem fala?! Pois passe bem! Vou embora! – Disse a sua irmã com muita ira.
E, então, saiu de porta afora tomando o elevador do edifício. Nesse momento Monroe pediu desculpas as duas moças e perguntou Isis estava bem de saúde.
Isis
--- Assim, Assim. Eu queria água. –
Monroe
--- É p’ra já. Quer comer algo? –
Isis
--- Estou sem fome. Sinto uma gastura no estômago, apenas isso. –
Monroe
--- Vou trazer um suco. – Advertiu
Isis
--- E as vendagens, mulher? –
Nizete
--- Meu irmão está tomando conta. Você está bem mesmo? –
Isis
--- Acho que sim. E as minhas roupas? –
Nizete
--- Tenho que ir buscar, lá em casa. – Advertiu pensando
Isis
--- Essa está imunda. – Chorou.
Nizete
--- Não chore. Tudo se ajeita. Quer uma canja. –
Isis
--- Canja? – fez cara feia.
Nizete
--- É assim. Pronto. – e sorriu
Nesse momento chegou à sala o senhor Monroe com um copo de suco de laranja. A moça provou e fez careta como se achando ruim. Mesmo assim, Monroe advertiu a beber, pois ser azedo era até saudável para a melhora do intestino.
Com um dado espaço de tempo o interfone tocou. Ele foi atender. Era a governanta que ele havia solicitado. Então, mandou subir ao andar que ele ocupava. A governanta obedeceu. Monroe esperou à entrada do apartamento. Não demorou muito e a governanta adentrou ao apartamento. Ele explicou o que fazer, mesmo de ir ao médico tao logo o senhor soubesse a que horas atenderia a moça.
Governanta
--- Pois não. Tudo entendido. –
Nizete aproveitou a chegada a Governanta para pedir licença e sair até a sua casa onde buscaria roupas melhores para Isis.  E com isso, o caso ficou suspenso. Isis pediu para ir deitar um pouco até mesmo cochilar pois a sua cabeça ainda cambaleava. Com isso, o chefe foi, de imediato ao segundo quarto e preparou cama e lençol para a pequenina moça
Monroe
--- Está tudo pronto. Que comer algo? –
Isis
--- Nada. – disse com repugnância.
A Governanta seguiu tudo à risca procurando saber se tinha direito ao almoço. O estadista respondeu afirmativo e combinou o horário de trabalho.
Governanta
--- Com isso, está certo. Eu fico o dia todo e todos os dias. – Lembrou a Governanta.
Monroe
--- Lembre-se. Saiu uma moça. Ela volta. Não precisa mais ninguém, a não ser pessoal da Saúde, como médico e enfermeiro. Se vier. –
Governanta
--- Tudo bem. Eu asseguro. –
Monroe
--- Eu vou marcar os exames. Tomara ser ainda hoje. –
Já por meio dia Nizete passou na banca para ver o apurado até aquela hora e logo se pôs a caminho de casa onde deixou ao fogo uma panela de feijão. Ao entrar na sala, sentiu de imediato o mau cheiro de coisa queimada. Então, a moça ficou assustada e correu para retirar a panela do fogão já apagado por falta de gás. A panela estava totalmente escura como carvão.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

MAR SERENO - 12 -

- APARTAMENTO -
- 12 -

APARTAMENTO -
Com a ajuda de um jardineiro. Monroe soergue a bela mulher até a entrada do elevador enquanto a amiga Nizete segurava a porta para que essa não fechasse enquanto os dois homens entravam no cubículo. Isis acordou e indagou para onde estava indo e Nizete respondeu ser para casa e nada mais. Monroe colocou Isis no chão, em pé, e pediu a outra que a sustentasse por enquanto. O jardineiro segui os três até a entrada do apartamento. Essa entrada era já no próprio apartamento. O jardineiro segurou Isis até colocar em uma cadeira tipo “Sossego da Vovó” e em seguida agradeceu ao senhor Monroe como se fosse a sua obrigação. A moça Isis indagou mais uma vez onde estava e Nizete respondeu que ela estava em um apartamento de maior segurança.
Nizete
--- Nós estamos em um apartamento. Chegamos do Hospital –
Monroe, desnorteado, procurou um lençol para pôr à disposição da moça e rodou de um lado para o outro a buscar um encosto para pôr nas costas da moça. Ela, então, falou quase tremendo como se estivesse com bastante frio.
Isis
--- Quero ir ao banheiro. – Articulou débil.
Monroe
--- Ao banheiro. – Falou ele a Nizete.
Nesse momento, a moça Isis se pôs de pé a segurar pelos ombros pelo o senhor Monroe e a outra moça. Então ele indagou se podia ir apenas só até o banheiro
Nizete
--- Posso. Posso. Eu me ajeito. –
Iris então lembrou de perguntar.
Isis
--- E as encomendas? Onde estão? – Falou débil.
Nizete
--- Estão ali. – Respondeu como se estivesse falando a verdade
Isis
--- Ô meu Deus. O que houve? – Disse melancólica
O senhor Monroe, agitando as mãos procurou um interfone para solicitar uma ligação com o apartamento onde estava a sua mãe. De imediato, essa atendeu.
Dalila
--- Que houve? – Indagou como se nada soubesse.
Monroe
--- Nada. Nada. Eu procuro apenas a governanta da senhora, por favor. –
Dalila
--- Para que? –
Monroe.
--- Uma informação. Talvez ela saiba. Está aí? –
Dalila
--- Ô menino. Você tão grande? Não se ajeita! Ela saiu. Está Leticia –
Monroe
--- Pois chame Letícia. Mas chame logo. E uma coisa que só Letícia sabe. –
Dalila
--- Toma Letícia. É o doido do teu irmão. – Alegou a mãe de Monroe
Letícia
--- Fala, homem! – Respondeu a irmã
Monroe
--- Nada de, não. Eu quero o telefone da agencia de empregos. Você tem? –
Leticia;
--- Ah. Bom. Espere. – Deu de troca.
No banheiro, Isis perguntou à sua amiga estando ainda confusa.
Isis
--- Onde estou? –
Nizete
--- No apartamento do senhor Monroe. Parece ser o nome do homem. –
Isis
--- Apartamento? Por que? Onde eu estava? –
Nizete
--- Você sofreu um desmaio e eu trouxe para o pronto socorro. –
Isis
--- Agora estou lembrando! Foi hoje? –
Nizete
--- De manhã. Levante-se. Vamos. –
Isis
--- Espera. Ainda não terminei. – Reclamou.
Enquanto isso, a irmã de Monroe recitou o telefone. E ainda falou.
Leticia
--- No quadro tem o telefone. É só pedir a telefonista. – Falou grosso para com o irmão
Monroe
--- É mesmo. Nem me lembrava. Obrigado. – E desligou o interfone
E passou a ligar para a Agência de Empregos. Uma voz atendeu. Ele perguntou se tinha funcionários a espera de empregos. A voz informou afirmativo. Monroe, então, mandar alguém do sexo feminino para cuidar de uma paciente. E com urgência. A voz respondeu que sim.
Voz
--- Em um instante. – Respondeu
O homem desligou o fone e esfregou as mãos como se estivesse bastante feliz. O interfone tocou à porta e se identificou como sendo a sua irmã.
Monroe
--- Já? – Espantado
Letícia
--- Onde está o homem? – Perguntou com incerteza.
Monroe
--- Que homem. Não é homem. É uma garota. – Explicou
Letícia
--- Garota? Você não tem vergonha! Garota? – Fez com fúria.
Monroe
--- Espera! Eu digo uma coisa e você entre outra! Uma garota! Eu venho do hospital! Eu prestei socorro! Uma garota! É isso! – Salientou com voz firme.
Letícia
--- Onde está a mãe da garota? – Pesquisou o apartamento.
Monroe
--- Ela não tem mãe. Tem uma parenta. Prima ou coisa assim! E cala a boca! – se enfezou.
Letícia
---Cala a boca? Por que vou calar! Mande a.... – e suspendeu o ditar