terça-feira, 3 de março de 2015

MISTÉRIO - 17 -


- O FIM DO MUNDO -
- 17 -

- O FIM DO MUNDO -
O dia seguinte a aula começou, como sempre, dentro do horário previsto. Samanta estava feliz da vida sorrindo para um e para outro. O mini projetor de slide já estava montado na parte baixa do palco. A senhora Kytzia, tradutora de Samanta, estava a averiguar os detalhes do projetor e orientava o técnico como executar a missão. A menina Samanta estava ao lado a observar com atenção como funcionava aquele mecanismo. Com suas mãozinhas para trás ela era alegria total. O professor Prada apenas indagou a mestra Kytzia.
Prada:
--- Pronto? – indagou a pontar o projetor.
Kytzia
--- Quase. Apenas detalhes. – discorreu
Prada chamou a menina para dialogar com a mente os pormenores do assunto. A menina disse sim, naquela hora cheia de estudantes a ocupar o auditório do Teatro. O professor Arquimedes estava a postos bem ao lado da mestra Nízia Alcântara discutindo sobre o enervante assunto daquela ocasião, por demais saltitante.  Por fim, a menina Samanta tomou a postos seu lugar com uma régua à sua pequena mão. A professora Kytzia se aproximou e fez sinal de estar tudo pronto ao professor Prada. Esse olhou para o seu colega Nicodemos e passou-lhe a palavra. Nicodemos então falou aos alunos presentes no auditório.
Nicodemos:
--- Senhores professores e estudantes de Astronomia. Coube-me fazer, hoje, a apresentação do evento a ser discorrido pela estudante Samanta Leporace no conceito o Fim do Mundo ou o Fim do Universo. É uma questão sobremaneira delicada e qualquer que for o seu final, vale a pena refletir. Com a palavra, a expoente do dia, Samanta Leporace. Eu tenho a declarar que, nós não tivemos nenhuma aparte com esse tema. Os acertos são da nossa conferencista. Obrigado. – e se afastou.
E a menina de 10 anos agradeceu ao se aproximar do meio do palco. Houve uma salva de palmas enquanto Samanta agradecia com seu bom humor. Em seguida, deu início a preleção;
Samanta:
--- Bom dia a todos e em especial a minha mestra, professora Isis Kytzia. Bom dia também aos Mestres e em especial, ao professor Vicente Prada. Também não deixo de cumprimentar as demais mestras e mestres aqui presentes. Hoje, o tema é um pouco difícil, pois se refere a Universo ou mesmo o sem fim. A questão é que uma batalha ocorre nos confins do espaço. E seu resultado será terrível. É uma questão muito simples: a morte do Universo. A questão é que o seu fim vai ocorrer daqui há bilhões de anos, para a alegria de todos. – sorriu -.
Os presentes ao auditório também se tranquilizaram, esboçando seus sorrisos.
Samanta:
--- Mas, quando acontecer, não haverá escapatória. Descobrir como o nosso Universo vai morrer é um desafio que astrofísicos do Mundo todo estão enfrentando. Eles estão enfrentando equipamento de alta tecnologia para o Céu para desvendar o segredo de nosso destino. As possibilidades são assustadoras. Em uma delas, a gravidade fará o Universo contrair-se. Algo parecido com o ar escapando de um balão – e apontou o slide – inflável. O Universo voltaria ao seu tamanho original. Esse seria o chamado Big Grant. A matéria se destruiria a si mesmo. Seria bem dramático. Outra possibilidade seria o Big Chill. O Universo se expandiria até que as fornalhas nucleares que fornecem energia para as estrelas se extinguissem. O Universo ficaria frio e morreria. Essa possibilidade é a mais cruel. E, então, poderia haver um final mais espetacular onde tudo seria destruído, até o último dos átomos. – e mostrou com a sua régua as fotos tiradas do Universo – O Universo continuaria se expandir, mas num ritmo acelerado. E, na verdade, esse ritmo seria tão rápido que nem a estrutura tempo-espaço conseguiria manter o Universo unido. De qualquer maneira, o fim seria uma conclusão dramática. Alguma pergunta? – indagou a expositora.
Acadêmico:
--- E como tudo isso começou? – pergunta um estudante.
A menina sorriu a passou a responder:
Samanta:
--- Como isso começou? Muito bem. O mistério a ser resolvido no Observatório Monte Wilson com uma visão panorâmica de Pasadena, na Califórnia. Em 1929, quando analisava o Céu através do maior telescópio do mundo naquela época, Edwin Hubble, fez uma descoberta: o Universo estava se expandindo. – imagens de Hubble e do telescópio -. A descoberta de Hubble mostrou-nos um novo quadro do Universo: de que ele era um ambiente dinâmico e que estava evoluindo. De que estava mudando com o tempo. E que era diferente do quadro que as pessoas tinham da Cosmologia. – concluiu.
Estudante:
--- Antes de Hubble se pensava que o Universo era um ambiente estático? – indagou
Samanta:
--- Estático e imutável. A descoberta de Hubble de que o Universo está se expandindo significou que ele teve um ponto de partida. Um começo. – interrompeu.
Estudante
--- E se voltássemos no tempo, no ponto em que começamos? – indagou
Samanta:
--- Foi daí que veio a ideia de quando o Universo surgiu. O tal chamado Big Bang. Aquela fração de segundo em que o Universo e todas as coisas nasceram de uma explosão de um ponto menor do que um átomo. – testemunhou.
Estudante:
--- Mas a senhora não disse já outro assunto e que o Universo não tinha surgido? – indagou
A classe toda gargalhou. E Samanta prosseguiu.
Samanta:
--- Espera lá. Nós chegaremos nesse tema. Não se vá com a carroça na frente dos bois. – sorriu – Há um conceito errado mas muito comum entre as pessoas sobre o chamado Big Bang. Isso é o que podemos chamar de um ponto no espaço onde o big Bang ocorreu. Mas, na verdade, é de nós pensarmos no Big Bang numa criação simultânea no espaço como um todo que continua se expandir até hoje. Entende? – indagou sorrindo.
Estudante:
--- A senhora me deixa confuso.
A menina sorriu e continuou a exposição.
Samanta:
--- Bem. Se o Universo está se expandindo os cientistas precisam considerar que ele vai parar de se expandir em algum ponto. A pergunta é: como? – refletiu – A resposta mais óbvia envolve a gravidade. O que sobe tem que descer. As estrelas e as galáxias e tudo mais mudariam de direção. O Universo passaria pelo que a ciência chama de Big Grant.  Isso é o que aconteceria. O Universo seria chamado para dentro do seu início. – expôs
Arquimedes:
--- Com a sua permissão, minha pequena Mestra. – ele se dirigiu a Samanta – Ouso falar que o Universo tem o seu próprio pulso, sua própria energia e está se expandindo. Mas haverá um ponto em que o Universo irá parar de se expandir. Então ele será atraído de volta, puxado pela forçada gravidade. Obrigado. – externou o professor
Prada:
--- Muda de cenário. O Universo poderia retornar a seu estado original antes o Big Band preparando o terreno para uma eterna gangorra de criação e destruição. – completou
Uma salva de palmas se ouviu de todo o auditório repleto de estudantes, repórteres, professores de Astronomia, Física, Química e demais matérias e gente de da própria Universidade. O entusiasmo cobriu por completo o ambiente. Não se podia mais divisar um único aluno, pois todos estavam entusiasmados com a pequena Samanta Leporace. O próprio pai, Manoel Leporace a correr ao palco se abraçou com a filha a chorar entusiasmado por tudo o que ouvira naquele estado de ânsia.
Manoel:
--- Minha filha! Minha filha! Minha filha! – corava em virtuosas lágrimas.
Samanta:
--- Não chore meu pai. Isso é apenas o início. – fez ver a criança.
E Samanta prosseguiu após alguns minutos
Samanta
--- Mas, a teoria do Big Grant esbarra num ponto: A ciência descobriu que houve alguma forma de energia que o Universo não pudesse ser destruído. E assim veio a questão de como Universo teve início e qual será o seu fim – concluiu.


segunda-feira, 2 de março de 2015

MISTÉRIO - 16 -

- CISNE -
- 16 -
ESTRELAS
Após a frenética batucada por parte dos estudantes, a aula voltou ao normal, no dia seguinte, com a participação de Paulo Rocha e os alunos dos Cursos Superiores, a convite do professor Prada para, quando, convocados formularem questões à pequena Samanta, dez anos e vasto conhecer. Com havia interrompido o tema na Astronomia, a menina procurou prosseguir com a incontínua aula. Na conferência, havia um mine projetor de slide a pedido da menina Samanta colocado abaixo do palco e com uma tela acima onde se podia observar as figuras.  E foi assim que sucedeu. Após a conversa do professor Prada, deu-se início a explanação.
Samanta:
--- Bom dia. Vamos continuar com o tema de ontem. Há pequenas coleções de estrelas que formam padrões óbvios chamadas “Asterismos”. Estão ai a “little dieter” e a “bigter dieter”. A bigter dieter é composta das estrelas mais brilhantes da Ursa Maior. Desculpe-me. Eu estou falando assim para os estudantes de Astronomia. Alguns dos demais acadêmicos podem não estar entendendo com a devida precisão. Bem. A Ursa Maior tem 71 estrelas visíveis. A Bigter Dieter é conhecida por sua semelhança com uma concha de cozinha. A Bigter Dieter é, provavelmente, o objeto mais fácil de achar no Céu, mesmo que não se conheça mais nada. Embora seja um Asterismo tão familiar – podemos ver no quadro em exposição que se pôs hoje para ilustrar a aula. Olhe bem para o quadro – a Bigter Dieter ainda é cheia de surpresas. – e apontou a menina com uma régua – A segunda estrela no cabo da concha, a Mizar, parece um único ponto de luz. Mas, o olhar mais atento revela que são cinco estrelas chamejantes. Cigno ou Cisne tem 79 estrelas visíveis. Uma estrela chamada Deneb, é uma Usina de energia termo nuclear que forma a cauda do Cisne. Com 200 vezes o diâmetro do nosso Sol e 250 mil vezes mais brilhante, Deneb é um dos maiores exemplos de uma estrela branca super gigante. – e apontou a estrela branca no quadro -. É uma estrela numa fase de evolução bastante incomum. Existem poucas estrelas iguais a essa. E não passam muito tempo da vida em condições de luminosidade tão forte. – explicou.
Prada:
--- As super gigantes brancas são raras porque a estrela está em transição de super gigante vermelha a azul. Uma fase que dura, apenas, alguns milhões de anos. – falou o professor dando a vez de Samanta continuar.
Samanta:
--- Muito bem. Obrigada. Isso pode parecer muito tempo, segundo os padrões humanos. Mas para uma estrela é menos de UM por cento de sua vida. Para uma constelação batizada com o nome de uma ave tão graciosa – Cisne – carrega cicatrizes de um passado violento. Um buraco negro aberto chamado Cisne X 1 ocupa o coração do Cisne. Ele é um buraco negro de massa sólida. Oito virgula sete vezes a massa do nosso sol que está em órbita de outra estrela. Cisne X 1 foi o primeiro buraco negro a ser registrado. Alguma questão? – indagou sorrindo.
Um professor ali presente fez observação para os seus alunos. Era o professor Arquimedes.
Arquimedes:
--- Folgo em poder estar presente a essa aula tão brilhante. Ouso ditar, com a vossa permissão, o seguinte: Detectamos Cigno X 1, não tanto por causa do buraco negro, porque é preto e muito difícil de ver. Mas, por causa do seu efeito na companheira, que é uma estrela gigante. O buraco negro está lentamente devorando a companheira. E, com o tempo, isso vai acontecer. – explicou
A menina agradeceu a participação do professor e pediu permissão para prosseguir.
Samanta:
--- Muito obrigada pela intervenção. Posso prosseguir? – sorriu – Muito bem. Como ouvimos do Mestre, e quando isso acontecer, uma constelação vai perder uma estrela e nossa percepção no firmamento noturno vai mudar para sempre. O firmamento noturno está constantemente mudando. Em cada constelação, estrelas nascem enquanto outras são engolidas pelos buracos negros. Cada explosão de uma super nova, cada estrela exótica e nebulosa tem uma coisa em comum: são todas identificadas pela constelação na qual estão localizadas. Mas, mesmo de inventar os super possantes telescópios para vê-las, as constelações serviam a uma finalidade importante. Levavam as pessoas o noticiário noturno que elas – as pessoas – não ousavam ignorar.
Prada:
--- Era uma questão de vida e morte. Os Céus noturnos são um calendário. Foi a primeiríssima invenção científica do homem. O Calendário nos Céus. – relatou pedindo licença. E logo depois colocou Samanta a continuar.
Samanta:
--- O nascer e o pôr do Sol, as fazes da Lua, o aparecimento e desaparecimento sazonal das estrelas dá para ver que existe, realmente, uma ordem no mundo. E se há, realmente, uma ordem nos Céus é útil para antecipar o que vai acontecer, na Terra. É uma ferramenta de sobrevivência. Quando se olha para os Céus se veem grupos de estrelas que estão ligadas a eventos importantes que nos alertam para agir de certo modo ou ir em cada direção, onde plantar e colher. Além de ver o padrão das estrelas mudar com as estações, os antigos fizeram outra observação fundamental: o dossel estrelar variável dava forma ao Mundo. Viajantes em longos percursos para o sul, por exemplo, na Grécia, começaram a ver constelações diferentes de qualquer uma que fosse visível em sua terra natal. Então, isso indica movimento de superfície curva. A perspectiva muda. Hoje, nós entendemos a forma da Terra e o suceder das estações. Mas as constelações não perderam a sua utilidade. Em vez de revelar segredos sobre a Terra, elas nos ajudam a compreender as estrelas. Como países, as constelações dividem os Céus em territórios. E, embora, o firmamento seja infinito, podemos ver somente uma amostra de estrelas antes que nossa visão seja boqueada por poeira e distância.
Arquimedes:
--- Permita-me explicar, sim? – se dirigiu a Samanta.
Samanta:
--- Pois não. Seja bem-vindo. – sorriu
Arquimedes:
--- Complementando o que advoga a nobre colega Samanta tenho a declarar que Centauro tem 101 estrelas visíveis. Duas delas, Alfa e Beta são as estrelas mais brilhantes em nosso firmamento. Em Centauro está a Alfa Centauro, a estrela mais próxima da Terra depois do nosso Sol. E um olhar mais atento revela que Alfa Centauro, na verdade, é um sistema estrelar triplo. Não é raro que as estrelas dividam o palco com uma duas coestrelas em sua órbita. Aliás, essa é a regra. – e apontou para o mapa feito pelo mine projetor de slide armado no palco.
A menina ficou entusiasmada por ter o mestre conhecedor de todas as matérias explanadas. E efusivamente agradeceu reconhecida.
Samanta:
--- Obrigada ao senhor Mestre. – sorriu delicada. E relatou: – Enquanto nosso sol faz a sua viagem solitária pelo espaço, as estrelas Ómega e Centauri nunca ficam sem companhia. Ómega Centauri é o maior agrupamento estelar da nossa galáxia. Essas estrelas, intimamente ligadas, tem órbitas diferentes, complicadas. Mas, mesmo assim, conseguem se movimentar como um único grupo. Muitos astrônomos suspeitam que possa ser o centro de uma galáxia que foi engolida, consumida pela Via Láctea, quando caiu nela. Isso acontece com bastante frequência porque grandes galáxias são canibais e comem as pequenas galáxias. A Ómega Centauri, por exemplo, pode ser o que restou de um desses processos. – e apontou o mapa com a régua a galáxia citada.
Prada:
--- Ótimo. Ótimo. A menina vai mais além do que eu sei. – sorriu –
Samanta:
--- Obrigada meu ilustre mestre. Tenho a declarar que a luz de Alfa Centauri leva cerca de 4,2 anos para chegar até nós. Mas, quando olhamos Alfa Centauri estamos vendo uma luz que 16 mil anos. Isso é a indicação da verdadeira dimensão de Centauro que mostra também que uma constelação existe somente olhos de nossa mente. E que cada estrela suplica para ser explorada. – concluiu a sua explanação.
Os aplausos foram ouvidos por toda a dimensão da plateia alí reunida no auditório do salão de apresentações do magnifico Teatro da Universidade.  E a cada momento, se percebendo que a menina a sorrir ficada vez mais arrebatadora, ainda mais se ouviu o espocar dos incontidos aplausos como nunca se havia feito diante de uma precoce aluna sobre a tal matéria. Após um tempo de ovações o professor Arquimedes se deleitou com o seu confrade, professor Prada a indagar como foi que o Mestre descobriu aquela importante menina.
Prada:
--- Não fui eu. Foram estes professores. – e mostrou os demais mestres. – Eu, apenas tenho seguido a minha intuição de pesquisar com maior acuidade pessoas que se mostram capaz de desenvolver assuntou por demais obscuros. – sorriu o professor experimentando um pouco de suco com saborosas empadas.
Arquimedes:
--- Imagino. Essa garota vai longe! – sorriu para Samanta a segurar em seu colo.
A menina sorriu entusiasmada pela estima dispensa ao seu pronunciamento. E alegou, ainda.
Samanta:
--- E ainda tem mais: O Universo vai morrer! – gargalhou como nunca.  

sábado, 28 de fevereiro de 2015

MISTÉRIO - 15 -

- CENTAURO -
- 15 -

CENTAURO

Após intensos aplausos, assobios e vivas, a menina Samanta sorriu agradecendo a manifestação de apoio algo que não tinha significado algum para a infante. Mas, a continuar, o professor Prada continuou com a palavra orientando aos alunos a duas perguntas por vês para dar espaço a todos os que desejavam enveredar pelo caminho da orientação. A seguir, ele manifestou.
Prada:
--- (Olhando a menina, indagou) Certo? Duas questões por vez a cada um dos estudantes. Tem algo a declarar? – indagou
Samanta:
--- Não. Estou pronta. – falou a menina em sua língua estranha.
Prada:
--- Pois bem. O próximo! – chamou atenção do auditório.
Enoque:
--- Eu. Enoque. Estudante do curso de astronomia. Pergunto: Estrelas variáveis de uma categoria especial chamadas Centauro pulsão, porque são jovens e instáveis. Como adolescentes teimosos as Centauros têm explosões erradicas. O que me diz? – indagou
Samanta:
--- Só que os seus acessos de fúria envolvem uma luta com a gravidade. Enquanto as forças nucleares empurram para fora, a gravidade puxa para dentro com a sua posição de equilíbrio para dentro, oscilando para lá e para cá. As Centauros crescem e perdem as suas pulsações. À medida que envelhecem encontram equilíbrio e se tornam estáveis. Na verdade, antes de o nosso Sol amadurecer, a ciência acha que ele foi uma estrela Centauro. As primeiras estrelas Centauri foram identificadas na Constelação de Touro com 98 estrelas visíveis. Aldebaran, uma estrela gigante vermelha, é o indigitado na Fera. Touro é uma das constelações do Zodíaco que fica perto do plano da Eclipsa. Chama-se de plano eclipse porque é o único círculo no Céu onde podem ocorrer eclipses. A Lua tem de passar pela eclipsa para provocar o eclipse do Sol. – fez isso demostrando com suas mãos. E sorriu.
O estudante ficou temeroso em fazer a segunda questão. Mesmo assim, não se deu por vencido e poder indagar.
Enoque:
--- Muito bem. Confesso que eu não sabia desses detalhes. Mas, me deixa crer que esse é o caminho que a nossa Terra percorre em sua órbita em volta do Sol. – concluiu.
Samanta
--- Oito graus acima e abaixo da eclíptica há uma região chamada Zodíaco. Toda constelação que se situa nessa faixa é citada como Constelação Zodiacal. Como orbitamos em volta do Sol, ele parece se movimentar pelas constelações zodiacais que estão fixas no firmamento. Durante a noite, a porção oposta do nosso Céu é iluminada pelo Sol. Veja bem: o Sol leva sete dias para passar por Escorpião, a menor constelação zodiacal. E 44 dias para sair de Virgem, a maior. – concluiu.
O professor Prada tomou a palavra para declarar que muitas das pessoas depositam grande significado no seu signo do Zodíaco.
Prada:
--- Seja para iniciar uma conversa, prever o futuro ou definir traços de personalidade, os doze signos do Zodíaco desempenham o papel de peso na cultura popular. Vamos agora, o próximo! – falou o professor.
Soraia
--- Eu. Soraia. Acadêmica de Direito. Eu indago: Mas de onde vêm esses signos e quem batizou as estrelas? – indagou
Samanta:
--- (Ela olhou o professor como quem diz: “Posso? O professor lhe passou a palavra) – Há nomes originais das estrelas, em alguns casos, que vieram da Mesopotâmia. Alguns nomes foram acrescentados pelos gregos e romanos. Alguns sobreviveram. Outros, não. Com a queda do Império Romano, perto do ano 450 da era Cristã, boa parte desse conhecimento se perdeu. Mas foi preservado pelos árabes. Na verdade, boa parte da astronomia sobrevive, hoje, porque os astrônomos árabes preservaram e ampliaram os cálculos e o trabalho dos astrônomos gregos e romanos. No ano 150 da era Cristã, o cientista grego Claudio Ptolomeu juntou suas próprias observações aos textos históricos, batizando mais de mil estrelas. E das constelações que cobrem o nosso Céu descobrimos que doze são constelações zodiacais. Mas, na verdade, são treze.  – expos 
Soraia:
--- Segunda questão: por que são trezes em lugar de doze constelações? – concluiu.
Samanta:
--- Na verdade, são treze. Quase todos sabemos qual é o nosso signo astrológico. O que a maioria não sabe é que em vez de doze constelações zodiacais, na verdade, existem treze. O Ophiuchus que em grego significa “Caçador de Serpentes” é nosso signo esquecido. Tem 55 estrelas visíveis e é onde está Barnard, a estrela que mais rápido se move em nosso firmamento. Embora seja um dos 48 padrões originais de estrelas que Ptolomeu classificou, porém o Ophiuchus foi dispensado no signo zodiacal paras se manter número par de doze. - completou
Aplauso vibrantes ouviu-se por toda a imensa plateia e o solicitar das pessoas em que a menina dissesse mais sobre a astronomia. Apesar do frenético barulho, o professor bateu com a sineta a solicitar um pouco mais de tranquilidade. E essa, se fez. Samanta estava tranquila a ponto de não deixar de sorrir. E foi a vez do próximo inquiridor.
Betânio:
--- Betânio. Estudante de jornalismo. Pergunto: Hoje, nossa rede de telescópio permite se observar qualquer ponto no Céu. E antigamente? – indagou
Samanta:
--- Os antigos astrônomos, no hemisfério norte não podiam ver que o hemisfério sul oferece uma visão totalmente diferente. No hemisfério sul, o detalhe de maior destaque nos Céus noturno é a Via Láctea. Na Via Láctea existem zonas que são escuras. São nuvens de poeira. Mas, quando se olha da Terra são zonas escuras contra o fundo de uma Via Láctea e de estrelas muito brilhantes. É a coisa mais notável. Essas nuvens escuras parecem buracos na faixa estrelar da Via Láctea. A civilização Inca, na América do Sul, identificava essas manchas escuras como constelações. Essas densas formações de poeira são conhecidas como ‘constelações de nebulosa escura’. Existe uma incrível ausência de estrelas numa região perto do centro da galáxia que é chamado “Saco de Carvão”. É uma nuvem de poeira tão densa que bloqueia toda a luz das estrelas atrás dela. Hoje, o Saco de Carvão está constelação do Cruzeiro do Sul, a menor constelação com 20 estrelas visíveis. Os marinheiros confiavam nas estrelas Alfa e Gama dessa constelação para localizar o polo sul, já que não existe estrela polar no hemisfério sul. – destacou
Betânio:
--- Muito bem. Eu não tenho um gravador e a menina falou muito para eu anotar. – sorriu – E estou satisfeito.
Samanta:
--- Tem a segunda. Não quer saber? – sorriu a menina – Com o desenvolvimento da astronomia, a comunidade cientifica se deu conta de que precisava unificar os nomes e formas das constelações. O grupou adotou a maioria das constelações originais de Ptolomeu e acrescentou outras para incluir todas as estrelas visíveis, sem sobreposição. Ao todo, 88 constelações oficiais cobrem os Céus noturnos. – concluiu.
O alvoroço tomou conta do auditório com gritos de alegria pouco se importando com a presença do Reitor Holanda naquele instante a sorrir e abraçar a menina por ver na garota um pingo de gênio a alcançar os píncaros da glória. A alegria era tamanha que toda a maça estudantil se formou em algazarra enfeitando de tudo num magnifico carnaval.
Algazarra:
--- Olá, olá, olé olá. Vivá, vivá – gritava a turma a dançar em um cordão intenso com todos em folgazã divertimento.
Nesse ponto, nem mesmo o professor Prada conseguia suportar e caiu na fuzarca a um só tempo abanando um lenço como se fosse um menino. Samanta se divertia a todo instante como se nunca houvera visto tamanha ovação ao seu nome.
Galera:
--- É Samanta! É sim! É Samanta é sim! – gritavam folgazões os estudantes
Uma turma chegou, de repente, organizado uma Banda com tudo o que podia fazer ritmo entre bombos e cornetas. Era uma loucura total onde até a guarda não se conteve e caiu na baderna.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

MISTÉRIO - 14 -

- SUPERNOVAS -
- 14 -
SUPERNOVAS


A reunião daquela manhã começou dentro do horário previsto. Estavam presentes, além dos professores de sempre, a orientadora, professora Kytzia e além do mais o próprio Reitor da Universidade, Magnífico professor Geraldo Holanda, homem barrigudo e de cara enrustida. O seu hábito estranho era o de escarra de quando em quando. Para tanto, providenciou-se uma escarradeira posta ao seu lado. Além desses senhores, estava presente à banca o estudante Paulo Rocha, presidente do Diretório como ficou acertado na reunião do dia anterior. Outros alunos ocupavam as cadeiras do auditório onde estava os demais mestres e fotógrafos com a presença de repórteres convidados. De início, o professor Prada, após cumprimentar o Magnifico Reitor, e os presentes à mesa deu início ao formulário das questões.
Prada:
--- Senhores! Não há embuste em nosso formulário de questões. A menina Samanta pode responder o que mais lhe interessar. Portanto, vamos aos quesitos. Foram escolhidos pelos mestres da Bancada os temas a seguir. E por isso iremos dialogar sem adiantar os quesitos. Primeiro: queremos indagar a aluna o seguinte – supernovas. O que que a menina pode afirmar como supernovas? – indagou.
A plateia ficou tensa diante de tal questão. Houve um murmúrio entre os alunados. E a menina se dispôs a responder. Após cumprimentar ao Reitor e aos presentes, Samanta foi à questão:
Samanta:
--- Acontece que as supernovas são classificadas como velas padrão. As supernovas do tipo 1 A são todas iguais em todo o Universo. A ciência sabe calibrar e é assim que os astrônomos calculam as suas distâncias até o próprio limite do Universo. Eu falo em Universo resguardado assim o Multiverso que é outra dimensão.  Voltando: examinando esse Universo, os cientistas quase conseguem ver o começo dos tempos, 300 mil anos depois. Até as nossas constelações mais conhecidas tem muito a ensinar sobre o Cosmos. Órion, o Caçador, tem 73 estrelas visíveis. A Alnitak, a Alnilam e Mintaka são as três estrelas no Cinturão de Órion. - respondeu
Prada:
--- Nos tempos modernos, ao caçar Órion, os astrônomos acharam uma variedade de objetos impressionantes. Quando eles viram Órion, eles viram também a vida e a morte das estrelas. Logo abaixo do cinturão há um pequeno berçário de estrelas bebês e dá para ver a olho nu. – explicou
Samanta
--- Órion também guarda um par de joias estrelares. No ângulo superior esquerdo de Órion existe a gigante vermelha Betelgeuse. E, em baixo, no que se pode chamar de perna, nota-se uma super-gigante[aa1]  azul Riger. A Betelgeuse, como super gigante vermelha, é uma estrela em seus últimos suspiros. Uma super gigante vermelha é uma estrela bem mais fria que nosso Sol – apontou para cima -. Mas é muito maior. – sorriu -.
Prada:
--- A Betelgeuse tem 14 vezes a massa do nosso Sol. Quando seu combustível nuclear acabar, ela vai se tornar instável e implodir em uma supernova colossal. E pode acontecer a qualquer momento.
Samanta
--- E quando explodir vai iluminar todo o céu noturno, sendo visível até durante o dia. Talvez já tenha explodido. Está há 427 anos luz da Terra. Mas não deu tempo da luz chegar até nós. A supernova vai atrair mais atenção para o Céu que nos encantam há milhares de anos.  Os antigos egípcios consultavam o céu para saber quando plantar e quando colher. Cada estrela possuía um significado sagrado. Chamavam Sírios na constelação Cão Maior de estrelas de Ísis. – e sorriu para a sua mestra que se chama Isis Kytzia -. O aparecimento de Sírios antes do alvorecer durante o solstício de verão indicava a cheia anual do rio Nilo. – explicou
Prada:
--- Outras constelações, como Órion, podem ter tido um significado arquitetônico. Os egiptólogos já fizeram, muitas vezes a pergunta: por que os egípcios construíram três grandes pirâmides ligeiramente desalinhadas? As três Pirâmides parecem estar alinhadas com as três estrelas da constelação de Órion. – explicou.
Samanta:
--- O que significa esse alinhamento? Foi coincidência os as Pirâmides foram intencionalmente projetadas dessa forma? As Pirâmides de Gisé nos seduz com mistérios arqueológicos e fascinam a história. Tais Pirâmides tem suas importâncias astronômicas. Mas, os antigos egípcios não viam o Caçador, em Órion, como nós. Eles viam Osíris, o deus do renascimento. As passagens de ar no interior das Grandes Pirâmides foram especificamente projetadas para lançar aos Céus as almas dos Faraós. Nessas Pirâmides, temos dois tipos de passagem de ar. Uma aponta para o Norte e outra aponta para o Sul. A do Sul, aponta para Órion. Ou seja: a alma do Faraó seria lançada por essa passagem para ficar ligada a Osíris – Órion – e ressuscitar, gozando da vida eterna. – aclarou.
Prada:
--- Mas, outros são pouco mais céticos. Para fazer isso combinar direitinho será preciso virar de cabeça para baixo ou na Terra ou no Céu. Se os egípcios deram importância ao norte e ao sul, na Pirâmide, não faz nenhum sentido dizer que eles alinharam as estrelas direito e na hora de mapear o sol viraram tudo de cabeça para baixo. – explanou
Samanta:
--- A passagem norte aponta para uma estrela específica. Aponta para a estrela polar. Essa estrela polar era Tuba ou Thuban que está localizada na constelação do Dragão. O Dragão tem 79 estrelas visíveis. Thuban foi substituída pela estrela polar da nossa geração – Polaris -. Ela ilumina o ártico, governando o nosso Céu como um farol sobre o polo norte. Localizada na constelação Ursa Menor, ela duas mil e quinhentas vezes mais brilhante que o Sol, empalidecendo as companheiras Polaris Ab e B. Embora governe os Céus como nossa estrela Polar, desde que temos lembrança, seu reinado não será eterno. – elucidou.
Prada:
--- Algum em questão senhor presidente? – se voltou para o presidente do Diretório Estudantil
Paulo Rocha foi pego de surpresa e mante-se de boca aberta assim por alguns segundos. Mesmo consciente, ele prosseguiu com o tema:
Paulo:
--- Tenho algo a indagar.  Enquanto está orbitando em volta do Sol, a Terra inclina-se prá lá e prá cá. Essa oscilação é chamada de precessão. Se a Terra fosse uma esfera perfeita não haveria precessão. Mas as forças gravitacionais da Lua e do Sol fazem pressão sobre o Equador saliente perturbando a rotação da Terra. O que tem a dizer sobre isso? – indagou.
Samanta:
--- A Terra é como um giroscópio. Se alguém girar esse giroscópio depressa e depois movimentar o eixo. Ele aponta na mesma direção – o um auxiliar buscou um giroscópio para entregar a menina -. E como a Terra que aponta em direção a Polaris. Então, quando a Terra dá a volta no Sol, ela sempre aponta na mesma direção. No entanto a precessão é causada pela interferência gravitacional e a Terra começa a oscilar. Enquanto oscila o eixo de Terra descreve um círculo Céu.  Demora 26 mil anos para completar um círculo. – explanou.
Paulo:
--- O polo norte celestial vai se afastando cada vez mais da posição de Polaris. Daqui há 14 mil anos, na metade do círculo, mais ou menos, ele vai estar muito perto da estrela Veja. E como Veja é muito mais brilhante do que as outras estrelas nessa área do Céu, ela será uma estrela muito significativa, no polo norte. O que me diz a respeito? – perguntou
Samanta:
--- Em 26 mil anos, o eixo da Terra centrado no polo norte fará um círculo completo e voltará a apontar para onde está hoje. E Polaris vai destronar Vega e retomar o título de nossa estrela do norte. Quanto mais perto de um dos polos da Terra, mais a estrela se mantêm fixa nos Céus. Os astrônomos chamam essas estrelas de Circos Polaris, ou seja, visíveis o ano todo. - esclareceu
Paulo:
--- As estrelas variam em tamanho, densidade e também em brilho. O que acha disso? – indagou
Samanta:
--- Uma estrela variável é como uma chaleira. A chaleira no fogo, a água de expande a tampa sobe, libera o excesso de energia e desce. Quase do mesmo jeito, a atmosfera das estrelas variáveis se expande e se encolhe. Com o tempo isso dá a aparência mais brilhante e mais pálida. Isso pode acontecer em horas, dias ou até meses. – explanou.
Houve fortes assobios de alegrias por parte dos estudantes com as explicações dada pela menina em um tempo recorde em um tempo desesperador. A classe estudantil e nem mesmo o Reitor esperava ouvir tão brilhante explanação por parte da garota Samanta, dez anos de idade, estudante do primeiro grau de uma escola municipal a falar uma língua estranha naquela hora da manhã.
Reitor:
--- Bravo! Bravo! Bravo! – dizia exaltado o Reitor da Universidade muito alegre e a sorrir.  



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

MISTÉRIO - 13 -

- DEUS SUMÉRIO -
- 13 -
PESQUISA

Ao final da aula daquela manhã, os professores envolvidos no tema, seguiram para a Reitoria da Universidade, com exceção da menina Samanta e da sua acompanhante, a professora Isis Kytzia. Essas, seguiram para o refeitório onde puderam se deleitar com sucos de frutas e sanduiches. Nada importava as duas magnificas expositoras dos temas sobre o infinito Universo. Enquanto isso, os professores – Prada, Nicodemos e Nízia Alcântara – já estava na Reitoria. Eles e outras pessoas, com certeza, estudantes. Nesse caso, estavam reunidos um grandalhão barbudo conhecido por Hercules, um pequeno e sem graça de nome Lídio, uma moça conhecida por Norma e dentre esses, a moça de nome o rapaz eleito presidente do Diretório Estudantil que atendia pelo nome Paulo Rocha. O presidente era o tipo entroncado, cabeça com pouco cabelos e altura mediana. Era o tipo de fazedor de conversa. Ele, com certeza era estudante do curso de Filosofia. Livros acadêmicos que lhe enchia o busto dava logo para notar. O tal de Hercules parecia lá essas coisas. Com seus braços cruzados sobre o busto, tinha uma cara de poucos amigos e levava todo o tempo em pé com as suas pernas abertas. Era ele, na verdade, um monstro ao contrário de seu amigo Lídio, um rapaz concorda e de cor amarelada. Os professores cochichavam entre si qualquer coisa em desaprovo.
Nicodemos:
--- Vai haver bronca! – disse a murmurar no ouvido de Prada com a mão tapando a boca.  
O professor apenas sorriu. Com exceção do brutamontes, todos estavam sentados em suas cadeiras, tendo à frente o Reitor da Universidade, vossa excelência Geraldo Holanda. Após bater com o lápis no birô, o Reitor Holanda se esticou para trás em sua cadeira almofadada e iniciou o diálogo afirmando.
Reitor:
--- Senhores. Muito bem. Estou reconhecido por vossas presenças. (E olhou pra um lado e para outros procurando divisar algo). O rapaz, Paulo Rocha, colocava as mãos postas de encosto a sua boca. Eu sei que a Universidade está procurando ver um assunto não tanto corriqueiro. Uma menina de seus 10 anos não falando línguas normais. Procurou-se inclusive encontrar uma professora de estranho saber para decifrar o que a menina declarava. O certo foi o que deu por aprovado, com certeza. Agora, estou reunido com os senhores, por causa de uma questão não bem simples. É o que o Diretório Estudantil e dirigiu à Reitoria solicitando participar dos debates que está levando já há algum tempo. Como o assunto se prende aos senhores, eu vos pergunto então: o que acham no caso? – indagou o Reitor.
Os professores se entreolharam e, ao final, falou a professora Nízia em nome dos demais representantes ali presentes.
Nízia:
--- Senhor Reitor, vossa excelência tem o saber de que nós estamos a lutar para obter alguma resposta concreta de parte da criança Samanta Leporace. E, nessa oportunidade, nós fazemos um convite a vossa excelência para assistir a sessão de debate entre os mestres e a criança. É um caso por demais sério. Todos os dias nós fazemos avaliação do que foi indagado a infantil. Segunda parte: os membros da diretoria que saber se podem assistir ao debate, nós afirmamos que sim. Não há porque negar um embate tão vibrante como o que está havendo com a menina Samanta. No entanto, se os estudantes querem entrar em debate também, nós sugerimos que se faça em número reduzido seguindo a mesma do que estamos fazendo. – dialogou.   
Reitor:
--- E quais são as normas? – indagou consciente.
Nízia:
--- Bem, Excelência. Nós dialogamos com a menina no mais breve espaço de tempo possível e a deixamos a vontade para ouvir da entrevistada as suas orientações. – fez vez.
Reitor:
--- Os alunos estão sabendo dessas normas? – indagou.
Paulo:
--- Bem. E como vamos saber de tais normas? – perguntou.
O Reitor Holanda apontou para Nízia dar a sua resposta.
Nízia:
--- Nos escutamos a menina para saber de algo. Então, seguimos a orientação do caminhar – respondeu por fim
Paulo:
--- E como o Diretório pode saber do que esse embate leva? – indagou.
Nízia:
--- O Diretório pode colocar um número de três estudantes. Não mais, porque não se oferece tanto tempo para nos dialogarmos. De acordo com as questões, os estudantes fazem novas perguntas ou solicitam à mesa para ser dada a continuidade por nossos mestres. – discorreu
Paulo:
--- Eu percebo que a história está muito confusa. – dialogou.
Nicodemos:
--- Mais confusa foi a quebradeira que os estudantes fizeram com o estraçalhar das cadeiras há alguns dias desses! – relator com mágoa.
Paulo:
--- Protesto! Nós não estamos discutindo esse assunto! – discordou veemente.
Reitor:
--- Calma! Calma! Calma! Vamos com calma! – disse com firmeza.
O gigante Hercules se aproximou dos mestres com as suas mãos batendo e retorcendo os dedos prontos para agarrar e estrangular o professor pela garganta. De imediato a estudante Norma reagiu como modo de segurar o barbudo.
Norma:
--- Tenha calma! Tenha calma! Não precisa tento. – argumentou a escolar
Nicodemos:
--- Espere moça! Deixe ele vir! Deixa. Deixa! – falou bravo o professor
Reitor:
--- Silencio! Assim não dá para prosseguir! – falou alto.
Paulo Rocha retirou o homenzarrão para um canto reservado a lhe pedir bastante calma. Hercules dizia confuso que só queria era experimentar as fuças do canalha.
Hercules:
--- Eu só queria esbofetear as fuças desse canalha metido a professor. - determinou
Paulo:
--- Calma! Tenha calma! Não precisa. Olha o Reitor. – disse cochichando
Reitor:
--- Eu ponho pra fora esse mandrião. Guardas!!!! – gritou o home já desesperado.
Nesse ponto, entraram três robustos homens da guarda da Reitoria e receberam ordem de pôr para fora o insurgente.
Reitor:
--- Ponha para fora esse canalha! – falou com ira aos três homens da guarda
Norma:
--- Não precisava disso Magnifico! – falou com assombro.
Paulo:
--- Vai. Vai. Vai com eles! – disse com calma apaziguando o homenzarrão
Hercules:
--- Eu vou porque eu quero. Mas ele me paga! – falou grosso o brutamontes torcendo os punhos
A Guarda da Reitoria retirou o brutamontes a segurar pelos braços apesar do bruto estrebuchar como ninguém. Em seguida, o Reitor encerrou a sessão marcado para o dia seguinte a presença dos estudantes no local onde estariam reunidos os professores com a menina Samanta.
Reitor:
--- Está encerrada a sessão. – falou bufando por causa do brutamontes.
O professor Nicodemos esbravejou.
--- Deixa ele vir! Venha! Venha! – delirava o homem de ensino.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

MISTÉRIO - 12 -


- VENTOS SOLARES -
- 12 -

RAJADA DE VENTO

Há algumas ideias sobre como atingir velocidades que se aproximam da velocidade da luz rápidas o suficiente para nos levar a qualquer ponto do sistema solar em menos de um dia ou as estrelas mais próximas em menos de uma década. Essa teoria de refere a um antigo método de propulsão terrestres; o vento que empurra uma vela. Foi Kepler, o grande astrônomo, o primeiro a fazer anotações sobre a possibilidade de usar velas para navegar no espaço. A luz que jorra do sol age como uma rajada de vento no espaço sideral. O vento solar é que cria a cauda dos cometas quando estes se aproximam do sol. Mas, o vento solar corre em todas as direções e à medida que a distância do Sol dobra, sua potência é reduzida por quatro. No entanto, com a ajuda da Lua há um modo de fazer a luz continuar focada em uma certa direção. Porém a navegação solar limita as espaçonaves a destinos dentro do nosso sistema solar. Uma alternativa a esse problema é recorrer ao hidrogênio, elemento mais abundante do Universo como fonte de propulsão.
Samanta:
--- Porém, a outra fonte potencial de combustível criada em laboratórios: é a antimatéria. O oposto de tudo o que conhecemos. Esse processo permite a converter a matéria em antimatéria. Mas, há um problema: o custo. Ele é alto demais. Para visitar uma estrela distante ou outra galáxia vamos precisar do um punhado de antimatéria. – sorriu
Prada:
--- Os cientistas continuam a procurar um método de propulsão para nos levar sempre mais longe. Mesmo assim, à velocidade da luz não iriamos muito longe. A luz é rápida. Más o Universo é enorme. – complementou
Samanta:
--- E mesmo na velocidade da luz, viajar a galáxia mais próxima levaria vários milhões de anos. Se a velocidade da luz é a maior do Universo, parecemos condenados a vizinhança da nossa galáxia. A quantidade maciça de energia a possibilidade de criar uma curvatura entre você e uma estrela está além de nossa compreensão. E, talvez, além da capacidade humana. – disse a virgem
Prada:
--- E o takion? - perguntou
Samanta:
--- O takion não é visto no Universo e pode quebrar os limites de velocidade. A nave deve estar preparada com o espaço-tempo que cerca a nave com um poderoso campo eletromagnético para que a nave se mova pelo espaço. – refletiu
Prada:
--- Isso pode garantir ao viajante a habilidade de ir a qualquer lugar do Universo em um piscar de olhos. Ninguém sabe a que velocidade ou mesmo para onde uma nave poderia viajar. –
Samanta:
--- Mas, viajar pelo corredor do Universo não será possível sem antes superar uma de suas forças fundamentais: a força que nos mantém sobre o nosso Planeta. Para um objeto escapar do campo gravitacional da Terra ele tem de alcançar a velocidade de vinte e oito mil quilômetros por hora. Agora, o combustível que é levado por um ônibus espacial pesa a espantosa mil e oitocentas toneladas. É, realmente, preciso uma erupção vulcânica para empurrar isso para fora da Terra. – enfatizou.
Prada:
--- Constelações. Vejamos um pouco. Essa galeria de estrelas não forma pelas figuras bonitas. Ela contém uma amostra de tipo de estrelas. Através das constelações podemos aprender muito sobre a galáxia e sobre todo o Universo. Antes dos dispositivos de navegação High-Tech, do GPS e da bússola, havia as estrelas. As constelações nos ajudam a encontrar o caminho. Elas têm direção, distância e rumo. – concluiu.
Samanta:
--- Na Terra, para dizer onde se localiza uma coisa temos as coordenadas latitude e longitude. Na Terra, isso significa latitude – é a medida de distâncias entre o polo norte e o polo sul. E longitude é a distância de Leste a Oeste. O outro sentido. Existe um sistema de coordenadas celestiais similar – explicou
Prada:
--- Mas as coordenadas não se chamam latitude e longitude. Chamam-se declinação e ascensão reta. – completou
Samanta:
--- Olhando para as estrelas à noite, todas parecem estar mais ou menos na mesma distância como se estivesse em só plano. No entanto, algumas estão perto, outras bem mais longe. Então, como saber que as estrelas estão perto que outras? Essa é a mais difícil das respostas. É a maior frustração de toda a astronomia. Olhando o céu noturno, mesmo com o telescópio, não dá para saber as distâncias. Esse é o Santo Graal da astronomia há séculos. O mapa das constelações não diz a verdadeira distância entre duas estrelas. Embora pareçam estar lado a lado, uma pode estar bem mais longe do que a outra. Os astrônomos confiam em pistas para avaliar as distâncias em nosso vasto misterioso Universo. – comentou
Prada:
--- Correto. Os astrônomos usam certos tipos de estrelas de referência como sinais familiares para medida de distância. A primeira ferramenta no kit dos astrônomos é o fenômeno da paralaxe, uma coisa que usamos todo dia, em escala menor, para ver o mundo em três dimensões. – explicou
Samanta:
--- Para entender a paralaxe basta um exercício muito simples que qualquer um pode fazer. Olhar para o seu dedo. Depois olhar para uma coisa bem distante. Se olhar com o olho direito e alinhar o seu dedo com um objeto à distância e depois olhar com o olho esquerdo parece, na verdade se mexer, dramaticamente. Essa aparente mudança é causada pela distância entre nossos dois olhos. – esclareceu.
Prada:
--- Quanto mais perto a estrela, maior a paralaxe. - confirmou
Samanta:
--- O problema é que as estrelas não estão muito perto. Mesmo um ângulo de paralaxe da estrela mais próxima de nós, a próxima Centauri, é difícil de medir. Para transpor a distância para as estrelas mais distantes, ainda, os astrônomos utilizam um farol cósmico chamado “Estrela Variável Pulsante”.  A constelação de Cepheus ou Cefeu batizada com o nome do Rei mítico da Etiópia tem 57 estrelas visíveis, inclusive a Delta Cefeu, uma estrela variável que é o protótipo das variáveis pulsantes. – informou.
Prada:
--- Por uma sutileza da natureza a Cefeu marca um tempo como um metrônomo. Quanto maior e mais brilhante, mais devagar a Cefeída vai pulsar. Uma vela padrão é uma base de comparação. Uma estrela de luminosidade e distância conhecidas que se pode comparar com estrelas semelhantes. – explicou o professor.
Samanta:
--- Se uma Cefeída não parece tão brilhante, deve estar muito longe. Olhando a variável pulsante e blotando a curva da luz quanto tempo passa de brilhante a pálida e a brilhante novamente é fácil saber qual o brilho intrínseco dessa estrela. Foi assim que Edwin Hubble conseguiu determinar que Andrômeda estava a dois milhões de anos luz além de nossa galáxia. - citou.
Nízia:
--- Que menina! Até os nomes dos astrônomos ela os conhece com certeza. – relatou com espanto
Nicodemos:
--- Eu estou observado esse debate. Incrível. – falou surpreso
Kytzia:
--- Verdade. Eu a tenho observado com a maior segurança. – relatou
Prada:
--- E estamos adiantando no tempo para sentir a sua certeza. – fez vez o professor
A menina apenas sorria como se tudo o que era dito fosse um mero espetáculo para o seu conhecimento. Com a idade ainda precoce Samanta sabia de tudo muito bem. Nesse tempo, um rapaz pediu licença para poder falar com o professor Prada. O segurança o mandou aguardar enquanto seguia até o local dos debates. E cochichou ao pé do ouvido do professor para poder dar a permissão ao rapaz. Tendo a ordem feita o rapaz, funcionário da Universidade, procurou o professor Prada e lhe informar de assunto urgente.
Rapaz:
--- O Reitor pede a vossa presença em seu Gabinete. – disse isso e saiu.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

MISTÉRIO - 11 -


- AURORA BOREAL -
-11 -

- O MUNDO -
Então, a entrevista foi iniciada com duas perguntas para cada um dos representantes da imprensa falada e escrita. A celeuma tomou conta do auditório com cada qual a disparar os seus flashes e os cinegrafistas a procurar melhor ângulo para focar a menina. A primeira pergunta surgiu, enfim.
Repórter:
--- Como é o seu nome? – indagou.
A menina disse a sua intérprete.
Interprete:
--- Ela falou: Samanta Leporace. – respondeu
Repórter:
--- Quantos anos você tem? – segunda pergunta.
Intérprete:
--- Dez anos. A garota informou.
Jornalista:
--- Em que curso você está? – primeira pergunta.
Interprete:
--- Quinta série: ela respondeu. –
Jornalista:
--- O que pensa em fazer no estudo? – segunda pergunta.
Intérprete:
--- Ir o mais longe possível. Astrônoma. – resposta.
Jornalista de TV.
--- Quem fez o Mundo?
Interprete:
--- Ele não foi feito. Não teve princípio e não terá fim. Eu disse: O Mundo. O Universo. – resposta.
A zoadeira tomou conta da plateia. Uma menina de dez anos de idade vir com uma resposta dessa natureza? Era de se embasbacar a qualquer um. Ninguém acreditava no que Samanta dissera naquela hora, menos os professores. A mesma intérprete ficou sisuda com a resposta. Após alguns minutos a jornalista de TV voltou a indagar.
Jornalista de TV:
--- Você quer pôr em duvidas a teoria de Einstein, um mestre da ciência? – segunda questão.
Intérprete:
--- Ele tem essa teoria. Eu tenho a minha certeza. O Universo não tem fim. Ele é eterno. Após esse mundo a senhora encontra outros Mundos. O Multiverso. – respondeu com classe.
E o tumulto invadiu a sala do auditório com perguntas descabidas e de muita asneira. A confusão tomou conta de todos os entrevistadores. A moça que fez a entrevista perdeu a noção do tempo a procura do microfone caído das suas mãos. Ela procurava encontrá-lo sem êxito, pois todo o auditório estava tomado pela balburdia. Uns gargalhavam, outros procuravam os seus mapas de apontamentos enquanto um dos fotógrafos indagava:
Fotógrafo:
--- Como é, gente? – e gargalhava após a acionar a sua máquina fotográfica a colher foto dos presentes. O professoro Vicente Prada, a sorrir, pedia calma a todos a bater a sineta da mesa.
Prada:
--- Calma! Calma! Calma! Ô gente feia! – relatava enquanto sorria.
A sineta tocava com insistência em meio a toda confusão. Foram passados alguns minutos entre gargalhadas e azáfamas entre todo auditória. A professora Zahra procurou segurar a infante e retirá-la para algum canto de modo protegido dos nervosos assistentes enquanto os demais da bancada se retraíram por temor do alvoroço desproporcional a acudir a toda gente. Forma minutos bravios aquele do qual a menina Samanta pôs em espanto a toda gente da plateia. A guarda de segurança entrou na sala a procura de paziguar a real situação. Poltronas viraram cambalhotas com a desordem estabelecida. O clamor era um só evento da situação. E não havia como continuar a sessão da entrevista com a desordem estabelecida. A Polícia do Campus entrou às pressas fazendo presos os acadêmicos que agitavam a algazarra e as luzes do auditório se apagaram como proteção à saída dos professores em louca correria.
Um dia após, Samanta estava em companhia de sua protetora, a mestra Isis Zahra Kytzia, em um outro local resguardo dos demais para dar continuidade a entrevista iniciada antes da confusão do dia anterior. A Polícia do Campus mantinha severa guarda em torno do recinto. Então, em sossego, o professor Prada pode dar continuidade ao seu tema:
Prada:
--- Bem. Passada a confusão da noite anterior, vamos dar continuidade ao que estávamos conversando. Apesar de partículas pesadas serem raras, se o astronauta tiver de sair da proteção da espaçonave, como acontece com frequência, milhares de raios cósmicos galácticos atingirão seu corpo a cada segundo. É verdade? – indagou o professor
Samanta:
--- Sim. E verdade. Em 24 horas, o viajante do espaço recebe radiações de raios cósmicos e de partículas solares equivalentes a recebida por alguém, na superfície da Terra, em seis meses. O corpo humano não vai sentir, de imediato, o efeito da radiação. Mas, dependendo de sua quantidade, esse efeito pode ser notado, mesmo de olhos fechados. As partículas parecem faiscar quando atingem a retina do viajante do espaço. No entanto, o verdadeiro choque para o corpo humano vem da estranha falta de gravidade. – explicou.
Prada:
--- Muito bem. Agora, estamos com a ajuda da professora Kytzia. Todos os demais podem ouvir a sua voz. Um tanto diferente, é verdade. Acho que a coisa mais perigosa de viajar no espaço é a falta de gravidade. A falta de peso faz com quase todos os sistemas do seu corpo comecem a mudar. E eles não para de mudar até que você volte ao mundo onde haja novamente gravidade. Certo? – indagou.
Samanta:
--- Uma das primeiras coisas que o viajante espacial perde pela gravidade zero é o seu senso de orientação. O que em cima e o que em baixo? Boa pergunta. P’ra começar é como você quiser. Se você disser que em cima é assim, tudo bem. Se você disser que assim, também. – apontou com o dedo.
Todos acharam graça com os exemplos dados pela menina. E continuou:
Samanta:
--- A maioria dos viajantes vai sentir enjoou nas primeiras horas. Talvez, nos primeiros dias. Essa é uma coisa que você se resignar a enfrentar. Nos primeiros dias qualquer um vai se sentir perturbado em termo de orientação. Quando você está no espaço o seu corpo pensa que você está deitado numa cama. De modo que, se você não tomar cuidado o seu corpo vai se atrofiar.
Prada:
--- O Universo é um lugar implacável aberto apenas aos aventureiros mais ousados. Àqueles que tem a coragem de explorar as coisas a fundo, de se mover por entre ameaças tóxicas e de que não tem medo de vagar longe do ambiente conhecido. – zanzou com a cabeça abaixada.
Samanta:
--- A duração de viagens futuras pode limitar as experiências possíveis aos viajantes do espaço. As distâncias de nosso Universo são um desafio a compreensão. Se nosso sol fosse uma bola de basquete, nossa Terra teria o tamanho de uma ervilha. A paisagem rude e brutal dos planetas mais próximos do Sol – Mercúrio e Vênus – não os torna atraentes a qualquer visita. As temperaturas de Vênus podem exceder a 500 graus célsius. E a esmagadora pressão atmosférica é equivalente a estar submerso a 900 metros de profundidade. Isso deixa os planetas mais longe do Sol para potenciais explorações. -  explicou devagar
Prada:
--- A órbita de Júpiter com suas inúmeras Luas oferece dezenas de paisagens diferentes. Isso pode ser tentador para futuros viajantes. Mas a viagem pode levar 5 anos. – decifrou o mestre
Samanta:
--- Saturno está a quase a distância de Júpiter. E a ideia de uma viagem de décadas pode ser insuportável. Para que a humanidade se aventure nas profundezas do cosmos, seja para se banhar na luz de alguma estrela exótica, seja apenas para viajar aos limites do nosso sistema solar vamos precisar um modo de viajar muito mais depressa. A velocidade possível? Nada, até hoje, observado pela ciência é mais rápido que a velocidade da luz: Trezentos mil quilômetros por segundo. – complementou.