terça-feira, 17 de maio de 2016

ABDUÇÕES - 21 -

DRONES
- 21 -
SEGREDO -
A tecnologia humana aconteceu aqui, na Terra, em menos de cem décadas. O dia seguinte a Roswell, no Novo México. Em 1947, no começo de julho, tropas investigam relatos de um Disco Voador que caiu no deserto inóspito. O local do acidente logo foi isolado. Horas antes a população local declarou ter visto uma nave alienígena com os seus ocupantes mortos. Logo depois que os destroços foram encontrados em Roswell, a Força Aérea se pronunciou e disse ter capturado um Disco Voador. Os jornais publicaram a história. As estações de rádio só falavam no incidente. A relação do evento de Roswell, em julho de 1947, com a tecnologia alienígena foi muito complicado.  Um documento do FBI declara que um objeto foi encontrado no deserto do Novo México e três corpos foram achados dentro da nave vestidos com roupas metálicas.
Lígia
--- Em estudei tudo isso e fiquei apavorada. Eu não sabia bem se os extraterrestres conseguiram me abduzir para fazer algo que apenas eles sabiam. Naquele tempo, os militares sabiam que o achado era tecnologia de outro planeta. E agora nós estamos distantes do ano de 1947. Hoje, eles podem fazer algo mais avançado. Algo capaz de saber tudo o que nós sabemos. Eu costumo nem pensar. - -
Anibal
--- Você disse que o médico examinou o local que eles colocaram certos objetos? - - indagou.
Lígia
--- Sim. Isso foi. Eles me fizeram de robot. Eu, agora, sou um personagem que eles podem fazer o que dizer. Sei bem, que os corpos dos extraterrestres foram levados com a nave para pôr em um hangar. Isso, há algum tempo. E hoje, o que eles podem fazer comigo? Sei bem que em 1947, os corpos foram postos em alinhamento. Isso, nos Estados Unidos, foi feito com eles. Mas, hoje, os extraterrestres nos levam para um canto qualquer. Sei lá o que fazem! - - nervosa
Anibal
--- Sei o que a senhora pensa. Uma abdução. É incrível! - -
Lígia
--- Eles colocaram em mim uma espécie de botão pequeno. Foi isso que o médico viu. E levantaram minha saia. Horror! Eu sei que, hoje, os Estados Unidos estão com uma força militar bem mais pesada. Mas eu estou em Natal. Bem distante do Novo México. Eu sei que hoje os americanos estão mais avançados em termos progresso científico. Foguetes, máquinas sofisticadas até mesmo um homem chegou ao espaço. E depois de Roswell o homem pisou na Lua. Isso é lá. Aqui, continuamos comendo sobejo de moscas. - - chorou
Anibal
--- Calma! Não se lamente tanto. Eu penso que esses viajantes são de outro planeta. Tem vários nesse mundo. Certo? - -
Lígia
--- Foi o que o médico me alertou. Então, ele pediu para ler essas brochuras. Aqui, tem poucos. Uma cidade sem conforto. Eu penso em mandar buscar do Rio. É bem mais fácil. Tem casos mais inquietantes. Os extraterrestres podem viver e trabalhar nessa cidade. Eles podem ser membros do nosso Governo. Podem morar na casa ao lado ou até ensinar os nossos filhos. Mas eles não são o que parecem. Há visitas de alienígenas entre nós. Houve inclusive a descoberta de um laboratório secreto onde os humanos conduziam os experimentos. Partes de corpos eram e são usados e combinadas com partes alienígenas. É visceralmente uma câmara dos horrores. Tem aqui revelados incríveis segredos de extraterrestres vivendo entre nós. Inclusive o de uma mulher que esteve em contato com raça alienígena. Na cidade de Cusco, no Peru, uma cidade na selva que já foi o Império Inca, arqueólogos escavando essas ruinas tiveram com uma descoberta incrível.  Crâneos diferente de qualquer criatura conhecida.  Seu tamanho e formato correspondem perfeitamente a descrição de testemunhas de seres extraterrestres.
Anibal
--- O como são esses seres? Brancos? Negros? Como são eles? - - quis saber
Ligia
--- Em grande parte, eles são acinzentados. Mas, dependendo de onde vem, ele tem outras corres. Tonalidade. Os crâneos alongados descobertos são maiores em termos de capacidade craneanas do que os de humanos modernos. A mandíbula é muito maior. E o próprio material nosso chega a ser 60% mais pesada do que um ser humano moderno.
Anibal
--- Seriam eles evidência de seres alienígenas que viveram e morreram no planeta Terra? - -
Lígia
--- Bom! Por um lado, existe uma explicação perfeita convencional para isso. Os Incas alongavam seus crânios, amarrando-os como uma corda. Mas historiadores ufólogos dizem algo diferente. Em anos posteriores os restos mortais a um museu e se soube que a cabeça era triangular e enorme. Os médicos confirmaram que se tratava de um extraterreste. Esses crâneos alienígenas tem aparecido em toda parte. São só no Peru, com também no México, no Egito e em outros países. Um livro de 1882 publicou de seres quase divinos. Eles habitavam a Atlântida e antes da porção de Terra afundar, os seres partiram para o Egito, o México e o Peru. E se tornaram governantes desses países. E revela outro detalhe intrigante. Ilustrações dos seus crâneos incomuns talvez sejam como o do Faraó egípcio Aquenáton. - -
Anibal
--- Ele foi o marido de Nefertiti? - -
Lígia
--- Sim. E pai de Tutancâmon. Mas, também, pode ter sido um Rei alienígena. Ao se examinar o crâneo do faraó egípcio, o Aquenáton se nota como ele é deformado, como é alongado. Ele não é apenas maior. Ele tem um formato quase tubular na nuca podendo ser de um alienígena.
Anibal
--- Estas características podiam ser deformidades genéticas. - - alertou
Ligia
--- Mas pesquisadores afirmam que Governantes como o Faraó tinham uma ligação com uma raça extraterrestre. Uma teoria que, para muitos se aplica aos líderes de hoje. Existem relatos sobre a interação de alienígenas com líderes mundiais há séculos. E o mais interessante: envolvem os Presidentes das novas nações. - -
Anibal
--- E velhas também. Hitler e Napoleão. São casos esses bem distintos.
Lígia
--- Hitler. Pois é. Fico a pensar. - -
Anibal
--- Os seres humanos estão sozinhos no Planeta Terra? - -
Lígia
--- Sozinhos eles não estão. Eu fui vítima de uma abdução. Os líderes mundiais sabem muito bem que os extraterrestres estão agindo com seu povo. Muitos acreditam que o maior encontro da humanidade pode ter resultado em um pacto; a negociação de vidas humanas com uma raça extraterrestre.
Anibal
--- Em 1954, em Palm Springs, na Califórnia, onde o presidente americano, Dwight Eisenhower, passava as férias, então ele desapareceu misteriosamente na noite de 20 de fevereiro dano início a uma série de especulações. Tempos depois, informasse que o Presidente estava na Base da Força Aérea Edward para encontra uma raça alienígena. Era uma raça conhecida com Pleiadianos que vieram assinar um acordo com o Governo. Eram seres mais altos e maiores que os humanos normais. Eles são conhecidos pelos cabelos extremamente louros e olhos claros o que lhe rendeu o apelido de Nórdicos.
Lígia
--- Ah. Já vi algo a esse respeito. Os Nórdicos. Interessante. Eles queriam persuadir o Governo americano não prosseguir com o desenvolvimento de armas termonucleares.
Anibal
--- Mas apenas dez dias após o suposto encontro, a bomba de hidrogênio dos Estados Unidos foi detonada no atol de Biquíni. Eles não chegaram a um acordo pelo fim das bombas atômicas. Outro encontro ocorreu na Base do Novo México. Dessa vez eles firmaram um pacto. No acordo os Nórdicos forneceriam tecnologia avançada, muito além a capacidade humana. Em troca, os Cinzentos poderiam abduzir humanos para coletar DNA e realizar experimentos.
Lígia
--- Mas o mais assustador é onde esses experimentos ocorrem. Um laboratório subterrâneo conhecido como Base Dulce. Por todo esse tempo ocorreram projetos ultrassecretos na Mesa de Atilheta. É lá que extraterrestres e humanos trabalham juntos em uma variedade de projetos de tecnologia e engenharia.
Anibal
--- A existência da Base Dulce foi confirmada por documentos como o Projeto Planeta Azul e pelos homens do Governo. Segundo relatos, a base tem sete andares. Mas os níveis mais profundos são usados apenas por pesquisadores alienígenas para experimentos com seres humanos.
Lígia
--- Assim como eu. - - 

sábado, 14 de maio de 2016

ABDUÇÕES - 20 -

- SUMÉRIOS -
- 20 -
ANUNNAKIS -

Os Deuses sumérios eram chamados Anunnakis. Eles mostraram em pedras como viviam com os homens da Terra. Os Anunnakis fizeram uma composição com as Tábuas da Árvore da Vida. Para ser mais claro, a Árvore da Vida significa os homens, suas mulheres e filhos. Toda essa gente formava a tal árvore como ainda hoje se fala. Árvore Genealógica. Na projeção nota-se os Anunnakis de cada lado. Também tem o Disco Alado, uma referência simbólica de que os Anunnakis tinham o poder de voar. Não com asas. Mas em carruagem “de fogo” como se fala em outras publicações. Para se compreender, eles usavam um relógio de pulso, tecnologia com seu uso há seis mil anos atrás. Os relatos descritos gravados na pedra sugerem que os Anunnakis eram seres gigantescos.
Lígia
--- Eles criaram o homem, segundo os textos sumérios. Eles criaram Adão e Eva. Um detalhe: a verdade sobre Asherah, uma deusa-mãe. A esposa de Deus que, por ser sagrado era dito YHWH assim em seu Tetragrama. Descobertas arqueológicas revelam a história esquecida da esposa de Deus, a deusa dos hebreus, a Mãe Deusa Asherah. Não só o Senhor Deus Javé tem uma esposa, mas ele tem uma em cada cidade. Os antigos israelitas adoravam a deusa Asherah. Se vocês duvidam, busquem em Juízes 02:13. Confere? - -  
Amanda
--- Eu nunca ouvi falar que Deus tinha esposa! - - falou, desencantada
Anibal
--- Eu leio a Bíblia, mas tem nomes que deixo passar. –
Lígia
--- A adoração de Asherah era difundida através do tempo de Samuel e foi regiamente sancionada pelo Rei Salomão. Depois que os filisteus mataram o primeiro Rei, Saul de Israel, sua armadura foi colocada no Templo Beth Shean de Asherah. Essa deusa tem vários nomes o mais antigo é Asherah para os acadêmicos que encontraram a sua origem. O nome da deusa varia muito. Ela era filha de Baal, irmã gêmea de Camoesh ou Camos, esposa de Tamuz. O alfabeto ugarítico é considerado o mais antigo até hoje, depois do alfabeto fenício o qual teriam sido inspirados o hebraico e o grego. Portanto o nome Asherah é o mais antigo.
Anibal
--- É difícil isso. - -
Lígia
--- É uma questão de costume.
Amanda
--- Você foi freira? - -
Lígia
--- Não. Mas estudei teologia.
Amanda
--- Teve um nome aí que você falou e eu não entendi. O que significa? - - quis saber
Lígia
--- Ugarítico? Bem. Era um sistema de escrita usado na cidade de Ugarit, atual Síria. Pertencia a um povo de cultura cananaica, da Cananeia. O alfabeto foi usado por volta de ano 1.500 antes de Cristo. - - explicou e sorriu
Amanda
--- Ah bom. Ugarit. Que nome! - - falou em desespero
Lígia
--- Asherah era uma mulher por demais atraente. - - e mostrou a figura num quatro de estátua.
Amanda
--- É mesmo. Boca carnuda. - -
Lígia
--- E pode-se dizer também Asera. Tem também os Sumérios. Inanna, esposa de Dumuzi e irmã do Deus Sol, Utu. Inanna, na mitologia suméria, era uma irmã do deus Sol Utu, e se casou com o pastor Dumuzi, que a disputou com o agricultor Enkido. Tem muitos Deuses.
Anibal
--- Bem. Já é tarde. Eu posso vir amanhã? - -
Lígia
--- Sim. À noite. Eu espero. Mas ainda é cedo! - - sorriu
Anibal
--- Não. Já é tarde. Amanhã eu volto. - -
E o par combinou o caso para o dia seguinte. Logo após saírem, Ligia consultou a hora e logo assim foi dormir pois já era tarde. No dia seguinte, após o serviço rotineiro, ela já estava em seu lar. Nenhuma carta havia chegado do interior. Ela voltou a olhar os livros costumeiros a esperar os dois visitantes que estavam a chegar. Nesse ponto, o telefone tocou. Maria atendeu. E disse assim que era para Lígia. Ela foi atender.
Cleia
--- Ligia! Que está havendo? - - indagou com sobressalto
Lígia
--- Boa noite. Não é nada. A carta chegou? - -
Cleia
--- Sim. Mas o que houve? Você está assustada? - - perguntou desesperada
Lígia
--- Não. Quer dizer. Meu pai? Como está? Minha mãe? Vocês. - -
Cleia
--- Aqui tudo em paz. Mas você vai fazer cirurgia? - - assustada
Lígia
--- Sim. Dentro em pouco. Deixa eu falar com papai, por favor. - - lacrimejando
O velho atendeu e abençoou a filha querida. Perguntas foram feitas, respostas inclusive dadas. Ela conversou um bom pedaço de tempo e depois falou com a sua mãe chorosa perguntando pela saúde da filha. Foi um choro lamentoso onde cada não sabia nem ao corte se chorava ou se esquecia de tais lamentos. Custou a para esse instante. Após alguns minutos, Ligia voltou a conversa para a sua irmã, Cléia. Ela queria saber se a irmão podia vir quando estivesse pronta para fazer a cirurgia. Ao longo da conversa, Cléia ficou de vir, talvez com sua mãe ou seu pais. Após alguns lamentos a conversa chegou ao seu final. Maria estava chorando também por ver sua patroa chorar. E perguntou
Maria
--- Eles vêm? - -
Lígia
--- Minha mãe e minha irmã. Meu pai, não é certeza. - -
Maria
--- Meus Deus. Quando sofrer! - - falou com angustia
Lígia saiu para o seu cômodo e lá dentro chorou mais ainda. Foi um tempo de temor até a chegada das duas visitas, Amanda e Anibal, o pai da moça. Maria estava na mureta da frente e logo foi chamar a sua patroa. Essa se arrumou e enxugou as copiosas lágrimas chegando, por fim a sala de visita. Cumprimentos dados e começou a conversa.
Amanda
--- Alguma notícia? - -
Ligia
--- Falei ainda agora com meus pais e minha irmã. - -
Amanda
--- E eles? - -
Lígia
--- Minha mãe, vem. Ela e minha irmã, Cléia. - -
Amanda
--- E seu pai? - -
Ligia
--- Não forcei muito. Parece que ele não vem. Ele é doente. Teve um AVC. Manca por demais.
Amanda
--- Coitado. Essa doença é triste. - -
Lígia
--- Toda doença é ruim. - -

sexta-feira, 13 de maio de 2016

ABDUÇÕES - 19 -

- LILITH - 
- 19 -

LILITH -

A imaginação humana sempre foi fértil. O homem colhe figuras imaginaria para poder colocar em seu imaginário de uma forma atraente. Podem ser velhos ou jovens. Nenhum dos tais tem menos ou mais criação de demônios para a sua criação. Um homem já idoso é bem jovem para aguçar a vista para uma jovem quando o vento sopra a saia da mulher. Para tanto, eles dizem ser o demônio de saia aquele apelo sensual. Em outras palavras, aquela é uma mulher maligna e poderosa a viver no caminho do mau. Essa mulher perdida, como é chamada serviu de contos da epopéia de Gilgamesh na eterna Suméria da cidade dos dois rios.
Lígia
--- As Suméria é a cidade composta entre dois rios. Foi lá que se criou o Adamo e a sua companheira tendo mais uma serpente. Essa não é a história exclusiva da Bíblia. Ela também aparece em um antigo texto sumeriano datado de 2.300 antes de Cristo, séculos antes do surgimento da Bíblia. Esse mito, então foi plagiado pelos autores da Bíblia. O evento ocorreu em um passado muito remoto. A civilização sumeriana floresceu entre 4 mil anos antes de Cristo.
Amanda
--- Foi tempo! Quer dizer que os judeus são mais novos? - - quis saber.
LÍGIA
--- Provavelmente. Sabe-se que na Suméria a escrita foi inventada. Em 1835, milhares de tabletes de argila cobertos de letras cuneiformes sumerianas achavam-se espalhados por toda a Pérsia. Todavia esses escritos achavam-se indecifráveis. Com o tempo, decifrou-se o que estavam escritos. Anu era Deus do Ceu. Estranhamente surgiu uma história familiar. Falava de um jardim, de uma Árvore da Vida e até de uma serpente. Tratava-se de uma saga de um herói sumeriano chamado Gilgamesh. É um dos grandes épicos da literatura mundial e uma das primeiras peças que se tem oriunda da Mesopotâmia, hoje, Iraque.  
Amanda
--- Iraque? Esse pais que Abraão levou a Bíblia? –
Lígia
--- Sim. Esse mesmo. Escrita em cerca de dois mil anos antes de Cristo, a lenda conta a história do herói Gilgamesh eu procurava o segredo da Vida Eterna. Ele soube que o Jardim do Paraiso existira um dia. Mas fora destruído por um grande dilúvio. Gilgamesh acabou encontrado o Fruto da Árvore da Vida – o sexo -. Infelizmente não alcançou a imortalidade por causa de uma inimiga bastante familiar: a serpente, a cobra, o sexo. No épico de Gilgamesh é a serpente que o enterra. Do mesmo modo que diz a Bíblia, no Éden, a serpente – o sexo – agiu tentou e levou a desobedecer a Deus. Com isso, afastou da imortalidade e do paraíso. - -
Amanda
--- Quer dizer que tudo o que nós sabemos é uma mentira? O negócio foi de outro jeito? - -
Lígia
--- O Épico de Gilgamesh é, pelo menos, mil anos mais velho do que a Bíblia hebraica. O livro do Gênesis com a história do Jardim do Éden é diferente de uma mitologia anterior. A Bíblia não surgiu do nada. Há indícios de todo tipo em seus textos que podem ser rastreados até a Mesopotâmia, o antigo Egito, até as mais remotas regiões do Velho Mundo. Estão preservados como a mosca no âmbar, nos livros que chamamos de Textos Sagrados. A descoberta de indícios da antiga Mesopotâmia levou os estudiosos a indagar se o Jardim do Éden não teria sido imaginado nos primeiros tempos como localizado em algum ponto da Mesopotâmia Clássica.
Amanda
--- Tem mais? Conte! - - sorriu
Anibal
--- Não puxa brasa!! - - respondeu o velho a sua filha.
Lígia
--- Tem sim. – - sorriu -. Veja a lenda de Rômulo e Remo. É semelhante a lenda de Moisés. A influência das cidades gregas era tão forte sob os romanos que esses afirmavam ser descendentes dos heróis da Guerra de Tróia. Dois dos principais heróis foram Aquiles e Heitor. Mas os romanos diziam ser descendentes de Heitor, ou seja, um troiano. Essa história remonta a Enéias, um herói troiano, filho de Vênus que abandonou a cidade de Troia em chamas e viajou milhares de quilometros até chegar a península itálica onde um dos seus filhos construiu um novo reino. Anos depois, os gêmeos Rômulo e Remo nasceram. Eles eram descendentes de Enéias. Um dia um seu tio os abandonou na beira do rio Tibre. Reza a lenda que eles foram encontrados por uma loba chamada Lupa que descobriu os dois meninos recém-nascidos e os amamentou como se fosse seus próprios filhotes para mantê-los vivos. Quando Rômulo e Remo cresceram quiseram fundar uma cidade. Mas tentando definir os limites da cidade, os irmãos brigaram. E Remo morreu. Foi assim que Rômulo proclamou-se Rei e fundou a cidade a que chamou Roma.
Amanda
--- E daí? Qual a moral da história? - - sorriu
Anibal
--- Prossiga! - - olhando a sua filha com rosto rude.
Lígia
--- Isso prova o infanticídio dos Deuses e o porquê de os heróis serem protegidos em sua infância. Depois vem a história plagiada de Moisés. Dizem que ele foi colocado em uma cesta e lançado ao rio para evitar um infanticídio. Ele foi, mais tarde, salvo pela filha de um Rei criado por ela como um príncipe. Esta história do bebê numa cesta foi retirada do livro de Sargão de Acari por volta de 2 mil 250 anos antes de Cristo. Depois de nascer, Sargão foi posto numa cesta de vime para evitar um infanticídio e lançado ao rio. Foi depois salvo e criado por Akki. Além disso, Moisés é conhecido como Legislador, portador dos Dez Mandamentos da lei mosaica. Essa história se repete com Manou, na Índia, na ilha de Creta com Minos e até dos Livros dos Mortos do antigo Egito que decifrou o que se diz na Bíblia, como “eu nunca roubei”, “eu nunca matei”, “eu nunca menti”. Isso está nos Livros dos Mortos”, bem mais antigo do que a Bíblia.
Amanda
--- Desse jeito o que nos ensinam são coisas muitos mais antigas! E então nós estamos sendo enganados! - - intrigada. –
Anibal
--- Verdade. Quando eu mando você estudar! - - pôs atenção na filha
Amanda
--- Eu sabia lá! - - abusada.
Lígia
--- A religião egípcia, no fundo, é a base fundamental para a teologia judaico-cristã. Batismo, vida após a morte, julgamento final, Imaculada Conceição, Ressureição, Crucificação, a Arca da Aliança, Circuncisão, Salvadores, Comunhão Sagrada, Diluvio, Pascoa, Natal, a Passagem e muitas outras coisas são ideias egípcias nascida muito antes do cristianismo ou judaísmo. As histórias de Noé e sua arca são tiradas diretamente das tradições. O conceito de Diluvio é presente em todas as civilizações em mais de 200 diferentes citações e em diferentes períodos e tempo. Contudo não será preciso ir muito além da idade pré-cristã para encontrar a Epopeia de Gilgamesh escrita em 2.600 anos antes de Cristos. Essa história fala sobre grandes inundações, a arca com animais salvos e até mesmo o libertar de um pássaro entram em concordância com a história bíblica entre muitas outras semelhanças.
Amanda
--- E agora? O que é que eu faço? - -
Anibal
--- Va morar na Índia! - - sorriu o velho pai
Lígia
--- Bom negócio. Troca cem por uma centena. – - sorriu - - Bem. A criação do homem do barro é também antiga. É procurar na lenda de Gilgamésh. O personagem Enkido, significa: “criado pelo Deus Enki” rei dos Deuses Anunnakis foi o criador do ser Adamo que significa “criado do barro”. Adamo é o mesmo Adão. Na mitologia nórdica o primeiro homem foi criado por um gigante Ymir de um tronco de árvore. Na mitologia grega o gigante é Prometheus. Na versão de Homero da criação dos humanos, o Deus Prometheus forma o primeiro homem do barro de assopra vida nele. Em Hesíodo, Zeus criou progressivas raças de homens. Cada raça representa diferentes aspectos da condição humana. Datando de três anos antes de Cristo as mensagens gravadas na pedra são consideradas como os primeiros relatos escritos do mundo. As tábuas sumérias são as mais antigas formas de registro antigo que temos. –
Amanda
--- Quer dizer: rasga tudo o que vem depois. - - falou embrutecida
Anibal
--- Pode ser. Passamos a andar nu. - - sorriu
Ligia
--- Nem tanto. Elas foram traduzidas e contam histórias empolgantes sobre como os Deuses se misturaram aos seres humanos e atuaram a criação dos seres humanos. Os Deuses eram chamados Anunnakis. Quando os Deuses chegaram deixaram a Arvore da Vida ladeada por seres divinos. E os Deuses tinha poder de voar. Na verdade, eles têm colares com referência astronômica. Uma Lua, uma estrela, vários símbolos e até uma representação de um relógio de pulso.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

ABDUÇÕES - 18 -

- ÉDEN -

- 18 -

ÉDEN -

Maria já havia entrado e com isso foi buscar cave com biscoito para os visitantes. No momento em que ela regressava, todos na sala de visita estavam calados. No entanto, Maria notou a moça chamada Amanda revistando um livro tirado da estante. Com certeza Maria nada sabia de ler. Apesar disso, ela notou um volume grosso e a inscrição BÍBLIA SAGRADA. Como a conversa não era com ela, nada fez. E entrou apressada para cuidar dos alimentos para os visitantes e teve tempo de olhar para o relógio da parede onde marcava quase 10 horas. Para Maria já era tarde, mesmo assim nada falou. Ela ouviu apenas a conversa de fora.
Lígia
--- Foi uma estranha discrepância de uma notável figura na tradição bíblica: A Bíblia e a mulher de Adão: Lilith. Ela foi descrita como a primeira mulher de Adão. As histórias sobre Lilith parece se tradicionar com uma deusa pagã mais antiga. Mas como sempre acontece com lendas a história se deteu, mas não foi totalmente esquecida. - -
Amanda
--- Lilith? Nunca ouvi falarem tal mulher. - - argumentou
Anibal
--- É uma história da Lua. - - afirmou o velho –
Lígia
--- Isso. A história se desenvolve em uma série de textos judaicos chamados Miragem e Cabala. Uma das tradições diz que a fazer amor, Lilith reclamou: “Você não pode ser o chefe o tempo todo e ficar por cima. Mereço ficar por cima também. E se você insistir nisso, caio fora! ” E saiu, voando. Foi morar com demônios e alí ficou no mundo deles daí por diante. Uma história e tanto.
Amanda gargalhou e declarou
Amanda
--- Positivo! Olhe, bichinho? - - e gargalhou ainda mais.
Lígia
--- Ela vaga pelo mundo em procura de crianças para matar.
Anibal
--- Lilith é um súcubo, um demônio feminino que seduz os homens em seus sonhos? –
Lígia
--- Pode ser. Ela se juntou a Lamashtu. E Deus criou Eva da costela de Adão. Isso é o que diz a lenda. Essa questão de Lilith e também chamada “morte no berço”, como se diz. No período medieval os pais punham um amuleto na porta ou na parede do quarto do bebê para protegê-lo de Lilith. E no amuleto escreviam: “Lilith Abe”. Isto é: Lilith vá embora. Fora daqui. - -
Anibal
--- Eu era menino. E existia uma velha parteira perto da casa onde eu morava que tinha um desses amuletos. - -
Lígia
--- Mas a lenda de Lilith permanece viva tal como um código perdido no mundo moderno sempre que a mãe nina o bebê. A palavra ninar diz que estando Lilith, hoje, por perto, a criança pode dormir à noite inteira, segura e sossegada no seu berço. Depois de varrer Lilith, Deus criou outra mulher, dessa vez a partir da costela de Adão para demonstrar a supremacia masculina. Mas Lilith recuperou o antigo status em músicas, livros e revistas que levam o seu nome. Ela se tornou um símbolo feminino nos tempos modernos, não sendo nada submissa. Mas, um espírito independente. Então uma espécie de heroína. E há muitas mulheres modernas que assim a consideram. - -
Anibal
--- Lilith não é a única surpresa escondida nas páginas da Bíblia. E ela decifrou o nome de Deus traduzido em quatro letras: YHVH. Quando ela pronunciou ganhou um poder tão grande que voou para o Céu. - -
Amanda
--- E o senhor também sabia disso? - - indagou curiosa
Anibal
--- Eu também estudo, menina. - - disse-lhe o pai
Ligia
--- Afirmativo. E foram destacados três anjos para levar Lilith de volta, mas sem êxito. Disse o Santíssimo: se ela concordar em voltar, é bom. Caso contrário terá de permitir que todos os seus filhos morram todos os dias. - -
Amanda
--- Nossa! Deus disse isso? - - assustada.
Lígia
--- Sim. Diz a lenda. E ela foi informada da vontade de Deus, mas não quis regressar. Com o desaparecimento de Lilith foi então que Deus fez a segunda mulher, Eva. Com isso ficou Adão a dizer: ”Submete-me a mim, mulher”. Então a mulher, que não foi tirada da Terra, ela se submetia, ou seja, fazia a sua vontade. Ela era submissa. E Lilith, como um demônio, fazia dores e sofrimentos a Eva principalmente da hora do parto. É essa referência a Lilith, como a um demônio entre outras religiões que existiram como a Suméria ou outras religiões do tempo pré-histórico. Nas culturas do Egito, Grécia, Babilonia e Suméria representam a sua imagem. Na verdade, ela representava pela Lua em minguante. - -
Anibal
--- Agora em me lembro de ter visto em livros antigos ao falar em culturas desse tipo. - 
Amanda
--- Naqueles da estante? - -
Anibal
--- Sim. É um caso muito complicado. Você encontra a Bíblia antiga. Eu nunca leio essa Bíblia
Amanda
--- Eu nunca vejo. E cheia de poeira, teia de aranha. Deixo lá. - - falou sem modéstia.
Ligia
--- A palavra hebraica Lilite significa “noite”. Muitas outras religiões chamam demônio da noite essa fase da Lua ou sugadora de sangue. Em outras palavras oportunidade de se ter contato sexual com uma mulher no escuro. A Lua em minguante faz também a perversão, ou seja, é igual a uma cobra. Essa é uma alusão como sendo uma menção a personagem divina.
Amanda
--- Isso o senhor também leu? - -
Anibal
--- Sim. Sim. Faz tempo. - -
Lígia
--- Essa história de Adão e Eva passou para os livros sagrados como Midraxe, quer dizer: escavar, revolver, esforçar. O termo vem do darash da coleção Midrash Rabba do Pentateuco. Quando lemos a Bíblia encontramos nome de difícil compreensão. Esse é um deles. Os estudiosos antigos, os rabinos, estudavam esses termos sagrados com bastante atenção em busca de pistas ou referência codificada que preenchessem essas lacunas.
Amanda
--- Você estudou a Bíblia? - - indagou surpresa
Lígia
--- Sim. Sim. As tradições rabínicas surpreendem as falhas existentes na Bíblia. Por isso tem o nome de Midraxe. E Midraxe significa descobrir ou identificar. Foi uma diferente discrepância no livro do Genesis que levou os estudiosos rabínicos a verifica a história de Lilith através da Midrash. Nela existem duas versões da criação da mulher por parte de Deus. A primeira sugere a formação simultânea com o homem. A segunda surge algumas páginas depois quando diz que Deus colocou o homem a dormir e enquanto isso ele tomou uma costela quando fez uma mulher
Amanda
--- Ô caso complicado. - -
Anibal
--- Imagine que fabricou. - - sorriu
Lígia
--- Existem duas histórias, na Bíblia, como mulher foi criada. Por isso a tradição rabínica viu a primeira história como a criação de uma mulher diferente. Mesmo assim, os rabinos construíram as duas versões do Genesis. Por isso inseriram a mulher demônio na primeira. E criaram o texto sagrado que relacionaram as duas. Lilith, pela vontade de Deus ela foi transformada em um demônio.
Amanda
--- Vim colher carvão e vou levando lenha. - - gargalhou
Anibal
--- Complicado. - - 

terça-feira, 10 de maio de 2016

ABDUÇÕES - 17 -

- ZEUS -
- 17 -

DEUSES -

O visitante Anibal estava calado e pensativo. Amanda seguia o mesmo ritmo. La fora, o tempo. Maria voltara a entrada onde suas amigas teciam conversa. Ligia calou por alguns minutos. Tudo era silencio. Nem os ratos ladrões importunavam. De repente, um morcego. Ele entrou e saiu de imediato. A claridade da luz noturna o importuno. Apesar de cego, o morcego não gostava da claridade. Ligia abanou o morcego para não mais voltar. A questão de Jesus havia acabado. De repente, Anibal falou.
Anibal
--- E Deus existe? - - indagou de imediato
Ligia
--- Deus? Deus, não. Existem Deuses. Pegue a Bíblia e comece a ler. Cada história, a criação, a Torre de Babel nem o Ódio Caçador. Todas elas são histórias da Mesopotâmia. Nenhuma acontece em Israel, nem no Egito. Mas na Mesopotâmia. - -
Anibal
--- E a lenda da serpente? - - quis saber.
Lígia
--- Há uma teoria de que até a vilã do Jardim do Éden nem isso é mesmo de se pensar. Satã não tem papel nenhum na história do Jardim do Éden. Há uma serpente. Mas serpente é cobra.  Tem história própria. Não se trata de Satã. De fato, Satã nunca é mencionado em todo o Livro do Gênesis. Portanto, se a Serpente tentadora não é Satã, então quem é? - -
Amanda
--- Na certa é uma serpente escolhida por Deus. - - sorrio
Anibal olhou a filha ainda sorrindo. E respondeu.
Anibal
--- Talvez tenha sido uma antiga Deusa.
Ligia
--- Há muitas referências a adoração da cobra no mundo todo. A serpente é uma figura ambígua. E em muitas tradições religiosas ela pode ser tanto sagrada quanto pode ser o símbolo do mau. Alguns dizem que originalmente a cobra era um grande e poderoso símbolo sagrado e teria sido conquistada por antigos deuses de uma nova cultura patriarcal. Geralmente o que acontece no decurso da história é que os deuses da religião anterior se tornam demônios. –
Amanda
--- Demônios? O Diabo? Cão? - - gritou alarmada
Lígia
--- Quando os antigos hebreu escreveram pela primeira vez a Bíblia, talvez tenha usado a deusa serpente, poderosa e positiva de religiões antigas, transformando na demoníaca tentadora da história do Gêneses. Um centro importante de adoração a serpente foi encontrado no velho mundo. Suméria. Conhece? - -
Amanda
--- Nunca ouvi falar. - - relatou
Anibal
--- Prossiga. - - disse o homem
Lígia
--- Os primeiros estudiosos foram quem descobriram o épico de Gilgamesh. Em 1875, os pesquisadores fizeram uma grande descoberta: a história sumeriana da própria criação. A Enuma Elish. Escrita em cerca de dois mil anos antes de Cristo a escritura diz que o mundo foi criado em sete dias, tal qual a Bíblia. E como a Bíblia, conta como o mundo começou com um Jardim. Diferente da Bíblia, porém, o mundo sumeriano foi criado por Tiamat, uma enorme deusa serpente. - -
Anibal
--- Teria os hebreus adaptado para a Bíblia o mito sumeriano da criação? - - quis saber
Amanda
--- Teria transformado a Deusa serpente de rival em uma tentadora demoníaca?  - - surpresa
Lígia
--- Confirmando-se não seria o único elemento de plágio religioso. Pegue a Bíblia e comece a ler. Estudiosos das velhas religiões dizem que se trata de padrão da mitologia. Elementos de mitos mais antigos quase sempre aparecem das religiões mais novas. As mais antigas páginas da Bíblia foram escritas aproximadamente no ano 1.000 antes de Cristo e podem ter incluído fragmentos de lendas antigas da pátria de Abraão, o pai dos israelitas. - -
Anibal
--- Mas tantas coincidências seriam naturais? - - quis saber
Ligia
--- A semelhança entre a lenda sumeriana e as histórias bíblicas indicaria fatos reais. Foi atribuído uma imagem de cabra ao personagem fictício Satanás. O Diabo para os cristãos é conhecido como um anjo caído chamado Lúcifer. Por sinal o Diabo tem a imagem igual ao deus Pã. A imagem foi ficando mais forte porque usaram a figura de um Deus pagão chamado Pã. No bosque os pastores gregos adoram o Deus Pã. Por coincidência, o Pã se trajava de pelo de bode
Amanda
--- E tinha chifre? - - curiosa
Ligia
--- E rabo também. Dois chifres na cabeça e patas nos pés. Os cristãos usavam essa figura para assombrar quem ia a Igreja. Havia Pã, parte humano, parte bode. Na versão de Homero da criação dos humanos, o deus Prometheu forma o primeiro homem do barro e sobra vida nele. Em Hesíodo, Zeus criou progressivas raças de homens: ouro, prata, bronze e ferro. Parece que cada raça simboliza diferentes aspectos da condição humana. A primeira raça de homens era feita de ouro. Suas vidas eram tranquilas. Suas colheitas, abundantes. Eles, literalmente, festejavam com os Deuses. - -
Amanda
--- Ouro. Ah se eu tivesse nascido lá. - - disse a moça a sorrir
Anibal
--- Cala tua boca. - - e olhou a moça.
Lígia
--- À época das descobertas exerceu grande efeito na busca do Éden. Copérnico e Galileu deram início a uma nova era cientifica. A Reforma protestante mudou o modo de ler a Bíblia e a fé cega nas Escrituras começou a diminuir. Na época da Reforma houve muito interesse em Adão e Eva e a sua história. As pessoas liam e diziam: o Éden nunca existiu. Não passa de mito. Era o tempo do Racionalismo. Ou seja: é uma história lida. Ensina as verdades da vida. Mas, o lugar não existe
Anibal
--- Eu nunca pensei nisso.  - - comentou
Lígia
--- O texto bíblico é tudo. Menos, racional. O Livro do Genesis contém diferenças que o Crente mais devoto não sabe explicar. Por exemplo: dizem que a Bíblia claramente afirma que, no início, os humanos foram criados duas vezes e que Adão teve outra mulher.
Amanda
--- Duas? Meu Deus! - - ficou de boca aberta
Lígia sorriu e então prosseguiu.
Lígia
--- A procura do Jardim do Éden tem um elemento complicador, pois a Bíblia parece estar cheia de contradições. O exemplo está na própria história da Criação. Diz a Bíblia que o ser humano foi criado, não uma e sim, duas vezes. No início do livro do Gênesis há dois relatos diferentes relacionado com a criação Mundo. O primeiro está no Gênesis Um e o segundo no Gênesis dois e três. Na primeira história Deus criou os seres humanos. Um homem e uma mulher. No segundo capítulo do Gênesis, não só o fio da história muda, mas própria sequência. Primeiro, Deus criou o Ceu e a Terra e depois criou o primeiro homem, Adão. Diz o primeiro capítulo do Genesis que Adão foi criado à imagem e semelhança de Deus. No segundo capítulo ele é criado do barro da Terra e Deus sopra a vida nesse barro. Quem lê vê uma sequência estranha nisso pois homem e mulher foram criados antes de Eva aparecer. E pensa: bom. Houve outra mulher no Éden anterior à Eva. –
Amanda
--- O caso está muito confuso. Mas os homens não habitam à Terra há dois milhões de anos? - -
Lígia
--- Já se encontrou restos de seres humanos que viveram há cinco milhões de anos. –
Anibal
--- Faz tempo. - - sorriu

ABDUÇÕES - 16 -

- JESUS -

-16 -

JESUS -

A conversa prosseguiu horas a fio com Lígia discutindo um assunto e Anibal, outro. Em certo instante a virgem declarou sobre um nervoso tema àquela época. Daí surgiu uma discussão acalorada com ambas as partes a se revelas continuamente. Era, enfim, um importante caso. Jesus Cristo, o marte para todo os católicos. Nunca se ouviu falar com tamanha astucia aquele mode de falar. Mesmo assim, Lígia falou. E por sua voz, a virgem tinha certeza no que dizia.
Lígia
--- Jesus nunca existiu. - - afirmou
Anibal
--- Como assim? - - indagou com espanto
Lígia
--- Houve um tempo em que Roma, quando tinha poder, inventou Jesus usando o historiador Flavius Josefus e outras pessoas para escrever os Evangelhos depois que Roma derrotou os judeus em 70 depois de Cristo. A ideia era fazer que rebeldes militantes judeus aceitassem o Messias de forma pacifica e resolvendo problemas à Roma. - -
Anibal
--- Quem disse isso? - - indagou pensativo
Lígia
--- Ora. A história. Flavius Josefus, um deles. O Novo Testamento foi escrito em código. O senhor pode ler a guerra dos Judeus, de Josefus junto com o Novo Testamento para entender melhor.
Anibal
--- Josefus? Nunca ouvi falar desse homem. - - descrente
Lígia
--- Ele existiu 100 anos depois de Cristo. Um dos grandes problemas do cristianismo é a existência dessa religião em 73 depois de Cristo. A ideia foi inventada pelos romanos. Simplesmente se for demonstrado que o cristianismo antes dessa data, essa teoria é frita.
Anibal
--- Como assim? Os padres sabem disso? - -
Lígia
--- A história diz que Nero estava perseguindo os cristãos em Roma, em 64, depois de Cristo no tempo em que multidões de cristãos viviam na época. Agora, tente descobrir porque imensas multidões de cristãos estavam em Roma dez anos antes do cristianismo ter sido inventado? - -
Anibal
--- Estranho. Muito estranho. - - declarou
Lígia
--- Nero foi o imperador que punia os cristãos. Outros historiadores também castigam esses cristãos. Parece uma péssima ideia de relações públicas. Paulo, que pela tradição foi morto por Nero em 66 depois de Cristo, escreveu 13 das cartas do Novo Testamento. Todas elas muito cristãs. Nem mesmo os estudiosos mais céticos datam essas cartas depois de 68 depois de Cristo
Anibal
--- A senhora tem esses livros? - - indagou
Ligia
--- Sim. Na estante. – - apontou a estante -. Podemos ver os problemas de lógica e bom senso da teoria. Por que os Romanos iriam fazer isso? Eles já tinham completamente esmagado os judeus em 70 depois de Cristo, destruindo a Cidade e o Templo. Quando os romanos tinham problema com pessoas que não queriam seguir as suas regras, o que ocorria com frequência, eles faziam o que melhor sabiam fazer: esmagar as pessoas em submissão com uma guerra. E não havia razão para ser diferente.
Anibal
--- É verdade. O domínio foi por mais de 800 anos. - - fez questão em declarar
Lígia
--- Além disse os romanos consideravam os judeus não eram de forma nenhuma uma ameaça a eles. Já haviam completamente destruídos. Os romanos tinham alguns problemas com alguns judeus de Alexandria logo após à guerra. Ali houve uma revolta comandada pelos Sicários que fugiram para Jerusalém depois de serem espancados.
Anibal
--- Alexandria onde fica? - - indagou.
Lígia
--- Alexandria é uma cidade do Egito. No Novo Testamento inventado, com certeza tem uma passagem de deuses romanos, com um altar do incenso, era considerado um assunto de segurança nacional pelos romanos. Eles acreditavam que os deuses e os imperadores mortos defendiam Roma. Qual um que não fizesse esse sacrifício estavam irritando os deuses. Portanto colocando em risco a Segurança Nacional.
Anibal
--- Isso me faz lembrar o Brasil - - sorriu
Lígia
--- Verdade.  Os romanos não se importavam com a sua religião contando que você também os deuses deles. Portanto, por que criaram o Messias que proíbe a adoração de outros deuses? Especialmente Imperadores se seu objetivo é torná-los bons cidadão romanos? Então, muitos cristãos estavam morrendo nos primeiros dias do cristianismo porque eles se recusavam a essa prática de sacrificar aos deuses romanos. Plínio, o Jovem, escreveu ao Imperador Trajano perguntando o que fazer porque ele estava matando tantas pessoas incluindo mulheres e crianças. –
Anibal
--- Por que matar? - - quis saber
Lígia
--- Ele queria confirmar com o Imperador se a política oficial era mata-los se eles não se sacrificassem a Cesar. Ele, Plinio, não tinha lidado com isso antes porque não havia muitas religiões com sacrifício a Cesar. E o Imperador declarou que se esse povo for denunciado e comprovado culpado eles devem ser punidos. Se havia alguma coisa que Roma temia do que irritar os deuses, era a revolta de escravos. - -
Amanda
--- Eu vi essa história contada em um filme, - -
Lígia
--- Tem muitos filmes. Cleópatra, Os Deus Mandamentos, Bem-Hur, O Rei dos Reis. - -
Anibal
--- Muitos mesmo. Desde o tempo do cinema mudo. - -
Ligia
--- Então? Pois é. 75 por cento do Império Romano consistia de escravos. Por que criar uma religião que o herói é um criminoso falsamente acusado e que foi crucificado por um Governo Romano? Ele também deu a esses escravos um novo censo de honra. Após esse ponto os escravos começaram a se recusar a ter relações sexuais com seus maridos por conta de eles serem cristãos.  E o deus cristão proibia isso.
Amanda
--- Não entendi. - -
Lígia
--- A pergunta: se essa religião foi criada para transformar o deus cidadãos em bons cidadãos romano, por que Jesus e o Novo Testamento claramente tem de alcançar os gentios. Pessoas que já eram bons cidadãos romanos? Se um romano se convertesse você estaria se transformando um bom cidadão adorador do Imperador em um inimigo do Estado não adorador do Imperador. E os romanos estavam tentado encontrar judeus de língua aramaica. Enfim, os homens estavam ressuscitando mortos, curando leprosos, curando enfermos e o tal Cristo se tornou uma pessoa afamada em toda a Israel onde também virava a mesa no Templo. Esse é Jesus? Ele foi crucificado na páscoa quando um eclipse e um terremoto aconteceram e ninguém nunca disse.
Amanda
--- Mas eu estudei isso. O terremoto. E tem também o eclipse. - -
Lígia
--- Mas o que se pode afirmar é que Jesus era comparado ao Imperador Tito. A história de Jesus é um mito. Josefus escreveu sobre Tito depois de uma revolta naval dos judeus, ele os matou os que permaneciam na água com laças e cortou as suas mãos. Josefus relata que uma mulher chamada Maria comeu o seu filho durante o cerco de Jerusalém quando não havia mais comida. Isso poderia ser dito que o seu corpo poderia ser quebrado para Jesus. Dá para entender? - -


segunda-feira, 9 de maio de 2016

ABDUÇÕES - 15 -


- LUZES -
- 15 -

LUZES -

À noite daquele mesmo dia, Maria saiu quase que correndo para atender alguém que batia â porta, N saída a moça nem deu por fé o que lhe dissera Lígia ainda sentada à mesa da sala de estar. Ligia comentou ser a pessoa que batia a amiga Amanda, pois era noite ela ficara de vir à casa logo a noitinha. De qualquer forma Maria foi até ao portão e lá chegando cumprimentou a visita que estava em companhia de um senhor, provavelmente o seu próprio pai. Em seguida, veio chegado também a amiga Ligia com um sorriso amplo na face. Maria foi que disse.
Maria
--- É ela. - - disse sorrindo a moça.
Após a apresentação do ancião, pai de Amanda, todo entraram a conversar com a amenidade. Na sala de visita espalhados estavam os livros e revistas, assunto corriqueiro de leitura. Entre outro, encontrava-se um outro cujo título lembrava Maria Madalena. Esse tema mudou de tom a conversa. Amanda indagou
Amanda
--- Novo? - - quis saber
Lígia
--- Sim. Comprei hoje. - - sorriu
Amanda
--- Interessante. Não tinha conhecimento de tal livro. Adquiriu aonde? - - quis saber
Lígia
--- Em uma livraria. Era o último. Estava perdido em uma estante. - - respondeu sorrindo
Amanda
--- Bem. Esse é meu pai. Ele veio para saber do assunto. Abdução, não é? - -
Lígia
--- Diz o médico. Eu acho que sim. - - sorriu
Anibal
--- Prazer. Anibal. Conte-me a história, por favor. – - falou o ancião
E então começou a conversa. Lígia repetiu tudo o que sabia a respeito do que sucedeu naquela noite ao voltar da sessão do cinema. Nada de mais tinha o que falar. Em certa ocasião a linda jovem disse que, ao que parece, do lado de dentro da na algo de assustador ocorreu.
Lígia
--- Não sei porque, mas em um certo tempo, os seres horríveis controlavam de tal forma que eu não pude fazer nada. Um dos sequestradores me pegou sem eu poder fazer coisa alguma, pois não tinha comando ao ser levado pelos seres.
Anibal
--- Será que você estava abduzida por seres alienígenas? - - indagou com paciência
Lígia
--- Não sei. Acho que sim. Provavelmente. - - respondeu
Anibal
--- Isso não foi um caso de imaginação fértil? - - indagou
Ligia
--- Que disse? Eu sonhar? Eu vinha na rua. E o médico já comprovou a existência de corpos estranhos dentro de mim. Esqueça! - - falou com ira
Anibal
--- Não se perturbe. Procuro ver se alguns de nós já experimentamos contato.  Eu procuro ver o caso de modo mais coerente. Casos de amigos que procuram uma resposta para casos de uma família que foi abduzida por extraterrestres. Caso de encontro com o passado. - -
Lígia
--- Ah. Teve outro caso. Esse foi com uma professora que tentou conviver com horripilantes menores. Os extras mandaram ela se despir. Ela, envergonhada, fez o que mandaram. - -
Anibal
--- Essa abdução foi real? - - indagou
Ligia
--- Sim. Real. Não é questão de visões nem fantasmas ou mente fértil. São dezenas de pessoas abduzidas. - - confirmou
Anibal
--- Certamente. Certamente. Para os abduzidos a experiência é real. Um terrível pesadelo que se tornou realidade. - -
Lígia
--- Certa vez, uma moça declarou que odiava o que eles, os extras, fizeram com seu corpo. A abdução alienígena é uma realidade. Não se trata de fenômeno psicológico. - -
Anibal
--- Certo. Certo. Conte mais. E com você o que foi feito? - -
Ligia
--- Eu não sei. A gente adormece por alguns momentos. E o que eles fazem só Deus sabe. Tem algo peculiar. No meu caso, o que eu disse foi tao sincero que não parecia ser uma genuína experiência.
Anibal
--- O que disse o médico sobre o problema das abduções? - -
Lígia
--- Ele tem vários casos. Todos eles são submetidos a cirurgia. O conceito de ser abduzidos por seres estranhos existe na espécie humana desde os seus primórdios. As pessoas são raptadas e levadas para um mundo desconhecido. As naves são parecidas com o interior de um Disco. - -
Anibal
--- E o que eles, os alienígenas, fizeram com você? - -
Lígia
--- Não verdade, eu não sei. Procurei o médico e ele constatou que foram injetados em meu corpo dois pequenos objetos. Bem miúdo. Quase não se vê a olho nu. - -
Anibal
--- Muito bem. E então? - -
Lígia
--- E então ele vai extrair esses objetos. Os alienígenas me levaram para outro mundo em uma viagem por um período de tempo nessa abdução. - -
Anibal
--- E esses seres. Com ou de que forma são os alienígenas? - -
Lígia
--- Eles? Eu não sei. Eu tive a oportunidade de vê-los uma vez. Talvez duas. Mas eu me lembro de uma vez. Eu vi seres pequenos, como anões ou mais que isso. Vestiam um traje de uma espécie de roupa de seda branca. Foi tudo o que eu vi. A nave espacial em forma de Pires. Eu já vi essas naves nas revistas que relatam sobre UFU. - -
Anibal
--- O que mais você se lembra de ter visto? - -
Lígia
--- Luzes. Muitas luzes. Eu não sei de onde vinha dentro da sala onde eu estava. Era uma sala de cor branca e as luzes vindas de algum canto. Agora, os seres, são de verdade. Para mim, naquele instante, parecia mais uma peça de teatro. Os relatos de abdução são tao bizarros, inacreditável
Anibal
--- Verdade. Apenas se acredita quando se vê. Tem um depoimento de um grupe de amigos atravessam um rio quando um deles avistou uma forte luz vindo da selva. Uma coisa muito incomum. A luz mudava de cor insistentemente. Era uma pulsação irregular. Um silencio total –
Lígia
--- Entendo. Eu vi um depoimento de uma coisa a acender constante e piscar sobre um barco onde as pessoas ficaram surpresas ou horrorizadas. Quanto mais os amigos remavam para sair do lago, mais a nave se acercava. Os amigos desceram em terra e viram a forte luz há uma distância de dez metros. Então, a nave sumiu de vez. - - relatou
Anibal
---Esses são casos peculiares, com certeza. - -