quinta-feira, 21 de julho de 2016

O TEMPO DE ANITA - 06 -

ESPÍRITO
- 06 -

SENTIMENTO -

Na sessão espírita daquela noite, alguns dias após desde a última palestra ouvida por Anita, um Médium fora convidado a falar sobre vários assuntos que se prendia ao espiritismo. A sala estava repleta e os ventiladores davam pouca causa ao calor no meio ambiente a fazer nas horas noturnas daquele dia. Uma professora, logo de início, formulou sua palestra sobre a essência da alma para toda aquela plateia por sinal, obediente e silenciosa. A mestra enfatizou o caso de diversos feitos de incorporação na última sessão havida dias antes no mesmo ambiente. A mestra falou por sinal que as atividades passadas foram feitas na penumbra o que dificultou um pouco se enxergar na sua totalidade. Mas nem por isso houve sinal do transbordamento de amor no coração da mestra espiritual. Em sua palestra o sentimento era indescritível. Foi um momento transformador. E a palestra teve sequência até o ponto de Anita, já no final, falar com seu Médium. E foi assim o sucedido
Anita.
--- Boa noite, Mestre. A palestra de hoje foi emocionante. Eu não vim na última semana. Estive adoentada. Mas, elas por elas, fiquei curada. Uma coisa me preocupa. Sonhos, sonhos, sonhos. Eu gostaria de entender, não como o doutor Freud. Mas por minha vontade. Eu tive um sonho quase como um pesadelo. Certa noite, eu estava quase dormindo quando algo me acordou de supetão. Uma vez de um homem chegou ao meu lado e indagou o porquê de eu tratar a minha mãe por “velha”. Aquilo me assombrou. Eu sei que eu trato assim, mas não é por maldade. Mas, essa voz de um homem que eu imagino ser corpulento, vir me acordar por causa desse chamado? Nossa! Eu não tive sequer palavras para o ser. –
Médium
--- Um senhor, com certeza idoso. Isso explica muita coisa. Pode ser o seu avô ou bisavô. Alguem da família que não gosta que chame a mãe de você de apenas “velha”. Passando o tempo, não para você que não tem o mesmo tempo, mas para o espirito que não gosta de se chame de “velha” uma mulher ainda moça. Pode ser o tio. Qualquer um dos seus parentes de antigas vidas. Era o momento de você perguntar quem era aquele que estava ali. Não tenha medo. No plano espiritual temos muitos amigos. Alguns mais distantes. Pessoas que já desencarnaram há muito tempo. Hoje, ele voltou para perguntar a você porque chama de velha a sua mãe. - -
Anita
--- Que susto! O senhor tem cada explicação! Vai ao fim da minha existência. Como é que pode? - -
Médium
--- Não raro a acontece com todos nós. Os espíritos existem, naturalmente. Um espirito é um ser como nós, apenas desencarnado e posto em outro local. Às vezes, esses espíritos perambulam por outros caminhos, Universos até, porem sempre voltam ao nosso lado onde se sentem mais à vontade. Esse seu espírito é um dos mais próximos. Se você me permitir eu posso até mesmo falar com ele aqui e agora.
Anita
--- O senhor? Como pode? - - assustada
Médium
--- As viagens astrais sempre voltam quando nós queremos. E se você quiser, pode procurar que encontra o seu ente. Um tio, ou tia, um irmão de outras épocas até mesmo seu bisavô que já está desencarnado há um bom tempo. Esses seus parentes sempre voltam para o seu convívio quando você menos espera. Um amigo de outros tempos em um passado distante está tão perto de você como não se pode nem mesmo imaginar.
Anita
--- Como o senhor faz para chama-lo? - - com cuidado e precaução
Médium
--- Eu não o chamo. Ele está aqui, agora, sempre a teu lado. Você não consegue vê-lo. Mas ele está bem próximo. Tenho a certa do que eu digo. Se você o aceitas pode até ceder para que ele se incorpore em você justamente.
Anita
--- Em mim? Eu aceitar? Como ele vem? - - assustada.
Médium
--- Pelo processo da projeção. Aceite-o e ele te dirá o que você quer ouvir o que ele sabe.
E Anita se deixou a ceder o apelo feito pelo Médium. Seu corpo parece ter levitado e ao seu lado um espirito se acoplo tão de imediato. Parecia até um ente querido vindo de muitas outras existências. E assim, o espirito falou
Anita em processo de projeção
--- “Desculpe-me antecipadamente a esse pedido muito sincero por vir a ti falar nesse plano físico. Eu estou tendo essa possibilidade de falar com você, Anita, para ter o cuidado de ti dizer algo que ainda não sabes. Eu te desejo boa noite. Eu quero que me ouças. Sempre eu venho com você, Anita, ao Centro. Você já então não me vê. Mas eu estou aqui a teu lado. Há muito tempo nós nos encontramos em outros espaços em que vivestes. Eu sou o teu ente que não me conheces por ter eu tua lembrança apenas as coisas vão dessa existência. Em certo tempo vivestes antes dessa existência e morastes em um espaço bem distante do qual habitas agora. Eu sou o tem parente mais próximo. Junto com aquela que agora venha a ser a tua mãe, eras apenas tu uma outra irmã. Vivíamos em outro processo. Nós éramos parentes e vivemos durante muito tempo. Eu, sua mãe atual que era a tua irmã, e você. Tu não lembras como hoje estas em outro novo plano. Mas és, na verdade, a irmã querida de tua mãe e eu sou o seu sobrinho dileto. Hoje, como através de um espelho, te vejo. Nesse mesmo instante, ao meu lado está outro ente que seria por sina o teu avô. Nós estamos todos juntos, aqui, até o dia que mereçamos voltar para a vida em outro corpo. Quando quiseres escreva-nos que nós o recebemos com todo o carinho”. - -
E Anita recobrou a sua memora nesse estado evolutivo. Então o Médium falou a Anita para ter certeza de que ela acordara.
Médium
--- Torne, Anita. Um, dois, três. - -
Então, a moça recobrou as suas lembranças. E de um suspiro acordou como se estivesse a dormir.
Anita
--- Eu lembro de tudo o que esse espírito falou. Ele é o meu primo. Minha mãe já foi a minha irmã. Nossa! Como é que pode?  - - sorrio
Médium
--- Em nossas vidas pretéritas nós somos irmãos, pai, ou outros entes queridos. A reencarnação é um dos pilares do espiritismo. Nascemos e renascemos para novas vidas, novas escolhas, novas oportunidades.  As missões que nós temos são o que mais vibram. A reencarnação é uma lei da natureza, como é a gravidade. São nossas diversas variantes. A reencarnação está presente em todos nós. Então, nós somos de ontem e nada sabemos. Esse “ontem” é de gerações passadas. O Espiritemos faz com que nós continuemos a desenvolver. –
Anita
--- Então, eu não preciso ser de hoje ou de amanhã? Eu já posso dizer que sou mesmo de ontem? E nem preciso saber como eu sou da Índia ou de outro mundo? – - com espanto
Médium
--- Justamente. O espiritismo continua a nos fazer de uma forma lógica para nos desenvolver. São várias reencarnações. Para que haja a evolução do espirito é necessário ele vir várias vezes ao plano físico porque esse processo todo de melhoria do espirito, o progresso que os espíritos necessitam alcançar é concretizado realmente no corpo físico. A Terra é uma escola. Aqui, é um projeto parcial de evolução.
Anita
--- Por que a gente vive tão pouco tempo. 50, 60 e mesmo 100 anos? - - indagou
Médium
--- Veja bem. Tem espirito que desencarnam antes do seu nascimento. Ou mesmo quando criança. E sendo apenas bem moço. Eles se desencarnam. Muitas vezes não é por vontade própria. Outras, por uma enfermidade qualquer. Mas tem espirito que chegam mesmo a mais de 100 anos. Isso por que não se evolui de uma vez só. Mas por etapas. E aí é que está a reencarnação de pessoas. Há instantes em que em uma viajem de ônibus ou de trem o carro emborca e causa a morte de centenas de pessoas. E nesse acidente escapa apenas uma criança. Por que isso acontece? Porque são juntadas várias pessoas que perdem a vida e apenas uma criança escapa. Já observou isso? - -
Anita
--- Eu lembro agora de uma guerra. Milhões de seres morrem. E desses milhões escapam dois ou três. E ninguém se importa com isso. - - pensativa
Médium
--- A seleção dos seres. Quando há mortes em grande escala, por certo está havendo uma seleção de seres. Não se morre de graça. Há algum motivo. As pessoas desencarnam com um projeto reencarnatório objetivando algo de um ser. Veja a morte de peixes. Eles morrem em cardumes. Não só os peixes. Mas as tartarugas e animais silvestres. São animais. Porém são criaturas. Como os animais, morrem também as pessoas em grande escala. As pessoas se sentem injustiçadas porque eles têm de morrer. Milhares de seres morrem em um espaço bem curto e se vai encontrar milhares de anos depois.
Anita
--- Não sei por que! - -
Médium
--- A seleção das espécies. Isso ocorre porque existe a reencarnação. Ela existe para que se compreenda a dinâmica existencial que não se justifica apenas no tumulo. Quanto seres humanos morrem no oceano? Milhares de milhares. Quando se coloca a reencarnação s entendemos o porquê existimos e para que existimos.
Anita
--- Eu não aceito esse tipo de morte! Não aceito mesmo! –
Médium
--- Mas, você não morre. Veja o seu primo. Ele não morreu. Ele está vivo. Apenas desencarnou. A morte é apenas um desenlace do corpo físico. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

O TEMPO DE ANITA - 05 -

ÁLBUM BRANCO
- 05 -
ARQUIVOS -

Após uma semana, Anita voltou ao Centro onde havia sessão norma para todos os peregrinos. Alí estavam pessoas que ela sequer os conhecia e alguns outros eram fregueses costumeiros de todas as sessões em dias alternados. Anita caminhava para o centro da sala procurando uma cadeira de encosto firme e que fosse próximo à parede onde a moça se encostasse se fosse necessário. Logo teve início a sessão e as pessoas se ajeitavam como podiam de formas a se sentirem mais tranquilas a ouvir o mestre a pronunciar suas tranquilas elucidações dos sonhos. Alguém aflita temia que certos pesadelos afluíssem a sua mente naquele tempo e se postava a cuidar de sua preocupação olhando em todas as direções. O jovem era assim, de jeito tresloucado a fazer caretas em todas as direções com a cabeça posta para cima e para baixo, estirando língua remexendo as mãos como se algo as segurassem de um modo diferente. E assim prosseguiam os trabalhos com médio a ir buscar o rapaz para um processo de doutrinação mais para o interior do Centro. Após a palestra do médium houve então a sessão de passes para em seguida se ouvir a sessão de palestras mediúnicas.
Médium
--- Como está você? - - perguntou sorrindo
Anita
--- Eu estou bem. Apenas as angustias de sempre. Sonhos, sonhos, sonhos. Eu tenho lido sobre sonhos e pesquiso também sobre esse tema. Um dia, eu estava dormindo. Então me veio um sonho que me deixou impressionada, quando acordei. Eu sonhei que estava em uma espécie de bar ou boteco procurando dormir um pouco. Então me arranjei para me deitar. Um homem veio e me procurou para que eu saísse de onde estava e me expulsou de repente. Nesse ponto, acordei. Por que? - - indagou preocupada.     
Médium
--- Você teve o sonho. Pergunto; em baixo do balcão que você dormia? - -
Anita
--- Sim. Como o senhor sabe? - - surpresa
Médium
--- Intuição. Dormir em baixo de um balcão é muito natural para quem já dormiu antes. - -
Anita
--- Mas eu dormi em baixo da mesa quando era pequena. Bem pequena, se não esqueço. E foi por mais de uma vez. Eu me lembro até que meu pai ia me recolher de levar para a minha cama. Eu era pequena mesmo. Mas teve um outro. Eu estava na Cidade, buscando encontrar um LP de autores diversos, como os Beatles quando irrompeu um incêndio na loja. Eu pedi ao rapaz que me trouxesse os discos que eu deixei dentro da loja. Com pouco tempo ele me trouxe. Então, foi aí que se deu a confusão. Faltava um LP no pacote. E o sonho acabou. Por que isso? - - indagou assustada.
Médium
--- Faltava um LP? Dos Beatles? Só um? Qual deles? - - indagou
Anita
--- Sim. Só um. E eu não sei qual. - - lamentou
Médium
--- Podia ser o Branco, o ultimo LP dos Beatles? - - indagou com precaução
Anita
--- Não sei. Nem vi o disco. Mas podia ser o Álbum. - - relatou preocupada
Médium
--- O Álbum Branco por não haver nada e não ser o fundo branco. E foi o décimo LP da banda que já estava desfeita. Se formos prolongar a história tem que que se notar vários aspectos. O Álbum Branco. Por que ele era branco? Por que foi ele o último? E o fogo? Um fogo em uma loja de Discos. Veja que tragédia você colocou num simples disco! - - sorriu
Anita
--- Eu? Por que eu? - - assustada
Médium
--- Porque você sonhou. Acabou-se. É o fim! Tudo em vão! Foi tudo isso que você cobrou pelos estragos. E não foi apenas um disco. Foi muito mais. Tudo em sua vida. O que representa um Álbum? Toda uma história de vida. Talvez morte. Acabou-se em seu derradeiro ato. Pense nisso. - -
Anita
--- Eu nunca pensei. Apenas pensei no fogo. As chamas. Labaredas. Desastre. Tragédia. Era o que em pensava. - -
Médium
--- Tragédia de que? Do mundo? - -  nervosa
Anita
--- Sim. Do mundo. De todos. - - lacrimou
Médium
--- Do seu mundo. Um mundo cruel. Malvado. Indecente. Nojento. Tudo ruim. - -
Anita
--- O senhor parece que está adivinhando. O meu mundo, sim. Não tenho mais futuro! - - lacrimou
Médium
--- Um dia, um cidadão acolheu a sua filha que estava desgostosa por causa de um desamor. Em ânsias a mocinha dos seus 15 anos lamentava a sorte de não poder mais viver com toda aquela angústia. Pai pediu que ela fosse repousar para depois encontrar o caminho certo e não mais lamentar.
Anita
--- Cada qual tem a sorte que merece. - - completou
Médium
--- A sorte é o fundamento do querer. Propriamente dito, não há sorte. Há um tipo de conhecimento quando se faz um acordo com um elemento de mal sem se saber quem é aquele elemento. Mas a pessoas vai na onda e faz o cardo sem saber que era verdadeiro. Era ou é. Um homem enriqueceu rapidamente quando era ainda jovem. Não se sabia como. Mas todos olhavam a riqueza desse homem sem saber como tal promessa ele fez. E após 50 anos, o homem morreu de um mal súbito. Isso ocorreu com o seu filho mais velho. Sempre que ele conseguia a riqueza, o pessoal olha com precaução. Sabia-se que esses homens enriqueciam rapidamente apesar de serem analfabetos. E também não passavam dos 50 anos. Eles negociavam com tudo que rendiam dinheiro, fortuna. Os dois homens eram leais entre si sem formação ou estudo. O certo é que eles ganhavam dinheiro demais e gastavam tudo com mulheres prostitutas. Joias, dinheiro, tudo em enfim eles doavam as senhoras damas. E assim, eles viveram até chegar a idade marcada. Ambos, quando atingiam a idade de 50 anos, eles morriam de um mal súbito. O Demônio vinha busca-los. Era isso o sucedido. E você? - -
Anita
--- Eu? Pensando bem até que eu seria capaz de fazer uma promessa dessa com o demônio. - - sorrio
Médium
--- Veja o que fala. Pois o demônio não demora. Muitas vezes nós sonhamos com coisas boas e ruins. Se sonhamos com coisas boas é porque os nossos espíritos, quando adormecemos, ele escapa por algum tempo enquanto e viaja para outros campos vibratórios. Nós estamos adormecidos, mas o espírito, não. Ele foge e se encontra com outros espíritos que eram amigos quando eles também viviam no seu plano. O sonho é uma pausa que precisamos em relação ao organismo. Mas os espíritos não precisam de descanso. Nesse ponto, o espirito tem uma possibilidade de se afastar do corpo.
Anita
--- Nesse caso, o meu espirito pode fazer coisas indignas? - - quis saber
Médium
--- Dependendo do seu relacionamento espiritual. É um chamado de desdobramento. O seu espirito procura sempre evoluir. Mesmo assim, ele vai a locais distantes, muitas vezes em outras existências, quando ele era um outro ser, não sendo necessário ser do mesmo sexo. Você viveu várias gerações. E uma vez pode ter sido um rapaz, um guerreiro ou apenas um agricultor. Isso depende muito do seu passado.
Anita
--- Outro dia eu sonhei que via uma moça toda nua. Eu até mangava dela. Mas o que ocorreu foi surpreendente. Quando eu acordei, já tinha tomado café e a televisão da sala estava ligada e eu vi uma moça toda nua saindo do banheiro. Eu fiquei surpresa. Como é que pode? - -
Médium
--- Há enigmas. Você sonha com algo que lhe aparece depois, quando já está acordada. O sonho é um campo vibratório que o espirito faz onde pode anteceder um fato real. É uma exteriorização do espirito com o seu períspirito. Você sonha com algo que logo mais vai ocorrer. Isso porque o espirito se afasta do corpo e viajava para um canto remoto onde ele observa algo que vai ocorrer. Isso porque, na verdade, aquilo que ele viu, já ocorreu. Apenas você não sabe até ele chegar.
Anita
--- Eu viajo muito. Outra ocasião eu procurava encontrar as minhas vestes, e não achava. Estava tudo desarrumada. Por que isso? - -
Médium
--- O sonho foi seu. Você é quem pode saber onde põe as suas roupas. - -
Anita
--- Estranho. Muito estranho. - - pensativa           


O TEMPO DE ANITA - 04 -

SONHOS
- 04 -
DOUTRINA -

O Espiritismo é uma doutrina abrangente. Procura trazer do inconsciente profundo os arquétipos da memória. Por isso, é recomendado se anotar os nossos sonhos, por mais distantes que eles estejam já bem próximos do esquecer. Todos temos sonhos. E muitas vezes esquecemos de tudo. E sonhar com pessoas que já morreram representa coisas diferentes. Não raro, um espirito de um ente que já partiu vem a Terra quando menos se espera. Vai depender de encontros de mentes. Existe um desdobramento das pessoas para as viagens astrais. A Sessão do Centro concluía a sua primeira parte para seguir os passes para cada uma das pessoas. Logo após, as conversas entre os médiuns e as pessoas mais carentes. Entre as tais, encontrava-se Anita.
Anita
--- Eu não sei o que eu sinto. Essa noite eu sonhei com algo parecendo sem rumo. Eu estava com uma amiga e ela fazia como se fosse uma adivinhação e perguntava o que eu queria saber, na verdade. Eu nada respondi. Fiquei apenas a pensar. O que é isso, Mestre? ---
Médium
--- O sonho é seu. Não cabe deduzir algo. Cabe dizer que o espírito encarnado cabe constantemente a sua libertação. Você vem a cada dia com essas sensações. Quanto mais você decide se libertar, menos tem a mesma possibilidade. O sonho é uma sensação de libertação.
Anita
--- Como libertação? Eu não tenho liberdade? Que é liberdade, afinal?  Os espíritos influem em nossos pensamentos? - - indagou
Médium
--- Ah. Os espíritos influem até demais. Tanto os bons como os maus. São eles que dirigem a você. - -
Anita
--- Por exemplo: eu tenho pensamentos que não são meus? - -
Médium
--- Sim. Você pensa através da alma. Porém, não raro, surge um pensamento sobre o mesmo assunto. E esses são pensamentos alheios. Isso representa pensamentos de outra pessoa ou espirito.
Anita
--- Como eu posso saber qual o meu pensar? - -
Médium
--- Quando você dorme ou mesmo acorda, note bem os pensamentos que não são o seus. Ele está dentro de sua mente. Porém você não pensa naquilo. À noite isso é mais normal. Mesmo assim, você vai andando pela rua e algo pensa em sacudir você em baixo de um carro. Apenas para morrer. Isso você sabe que não é seu pensamento. É de um espirito desencarnado. Alguém que já partiu. Pode ser até de uma pessoa amiga, quando você conversava com ela. Mas, pode ser de outro alguém. - -
Anita
--- Nossa! Em me atirar embaixo de um carro? Que morte estranha! Não tem algo melhor? –
Médium
--- Veja bem. Tantas vezes há um acidente onde todos escapam e apenas uma criatura morre. Por que é isso? No mundo espirita há formas de vidas que nós, humanos, não conhecemos ou não entendemos. É preciso de longo estudo para poder decifrar esse mundo espiritual. Sempre um espírito retorna ao mesmo meio que já foi dele. E quando retorna, vem para ser uma pessoa simpática ou não. Vai depender muito do espirito que um dia foi encarnado.
Anita
--- Eu sei. Quero dizer: eu penso nisso. Mas, e os anjos da guarda? Eles existem? - - quis saber
Médium
--- Sim. Eles existem. Há irmãos espirituais. O bom espírito. Ele pertence a uma ordem elevada. Eles agem com um pai a seu filho. Ele procura orientar o seu protegido pelo um caminho melhor. E assim, está evitando ocorrer um mal caminho. Esses são os espíritos guardiões. Eles não são meninos. São apenas espíritos. Sua capacidade é enorme onde os bons conselhos vem à tona. Você não pensa em fazer o mal. Apenas o bem.
Anita
--- Está bem. E quando eu renascer após a minha morte, para qual lado eu vou? - -
Médium
--- Vai depender do que você fizer em sua vida. Não é assim. Mas, se você segue um bom caminho, você querer voltar em um caminho melhor. Onde você estiver estará observado os seus entes queridos. Quando se renasce podemos trazer objetivos existenciais. A reencarnação traduz a complexidade da vida de cada um de nós. E se você renascer outra vez, pode vir como um menino. Isso é possível. A olhar para o Universo dos seus sonhos, verás que é mais justo se transformar em um homem para poder resolver o comportamento da natureza entre ambos os sexos. Veja, porém, que não existe sexo entre os espíritos.
Anita
--- Eu não posso ter um sexo? E por que existem homens sem ter a noção de sexo ou mulher do mesmo estilo? Elas de juntam com mulheres? Por que? - -
Médium
--- Esses espíritos evoluíram apenas nas aparências. Eles não têm sexo. A sexualidade, conforme o Espiritismo, não existe. É como se fosse uma mulher com figura de homem quando ele reencarna. O espírito é centelha divina. Portanto, ele não tem sexo. Quando o ser é reencarnado ele precisa se multiplicar. E por isso, só então ele tem um sexo. Mas tem homens que nunca se casaram, não tem tiveram companheira. E nem precisam tê-las. Esses espíritos encarnados são acessados. Isso, também, como as mulheres. As Freiras, por exemplo. Ou os Padres e Frades. São pessoas normais. Porém não carência de sexo.
Anita
---Eu prefiro ser uma Freira. - - sorriu
Médium
--- É uma opção. Mas isso não é aceito pelo Espiritismo?  Em Igrejas tem seus méritos. Os protestantes não adoram Santos, os Católicos só têm um Papa, os Judeus não adoram Jesus e assim por diante. E você quer ser Freira? - -
Anita
--- Perguntei por perguntar. Eu já em outro Centro um Frade. Frade desencarnado. Ele era o protetor de um Mestre de falas. De outra vez, eu vi, mas vi mesmo, Santa Maria aparecer na Mesa Branca. E me disseram que ela era Santa protetora. Não creio que os mortos sejam mortos mesmo. Tem doutores. Eu pergunto: quem são esses doutores? –
Médium
--- Esses são mesmo doutores!
Anita
---- E quem são as moças que comumente aparecem? - -
Médium
--- Elas também são moças! - -
Anita
--- Virgens? - -
Médium
--- Se for o caso, Virgens. Mas mulheres que na Terra foram casadas. –
Anita
--- Muito bem. Eu tive um sonho certa noite onde me aparecia uma mulher até bem moça. Essa mulher, ela estava despida e procurava algo para se cobrir. Eu cheguei e adornei a mulher com uns sacos de papel para poder se cobrir. Ela não disse nada. Apenas se cobriu de vez. E como o senhor disse que alma não tem sexo? - -
Médium
--- Espírito não tem sexo. Apenas digo.
Anita
--- E como uma meretriz procura sexo quando morre e desencarna? - ´
Médium
--- Não é só a meretriz. Os homens, também. Eles se sentem insaciados pela falta do seu prazer. E ocorre que eles pegam os corpos de um outro, quando sai para fazer o costumeiro sexo, e atuam como se fosse eles. Vai adiantar muito do grau e adiantamento do desencarnado. Quando menos ele é adiantado, mas empenho ele procede. Quanto ao seu sonho, temos que ver o estado de saúde em que estava. Uma mulher despedia e você socorre de pronto? Quem era essa mulher? Por que você socorreu? Já fez essa ação outras vezes? Você pode estar pensando em socorrer os aflitos. Mesmo estando adormecida. Quando nós adormecemos o nosso espirito vagueia por outros campos.
Anita
--- Será? Eu vagueio por outros campos? Como assim? –
Médium
--- Há momentos em que a pessoa busca outras terras a procura de fazer algo que já encontra em desalinho. Você pode estar inconsciente ao fazer tal projeção. Porém, inconsciente mesmo, o seu espírito vagueia por caminhos vários. Seria importante você saber quem era essa pessoa e por que estava sem proteção. 

O TEMPO DE ANITA - 03 -

BEIJO FURTIVO
- 03 -
O TEMPO -

Noite passada Anita estava na sessão da casa espirita ouvindo a exposição de um médium sobre Escola Moral. Ela já estava bastante confusa alembrar dos desacertos de sua vida então presente. Na noite passada ela sonhou algo estranho que lhe revoltou a alma. Não entedia bem ou quase nada do que sonhara, a não ser uns sacolejos nos seus pais dados por mãos misteriosas. Além disso, um beijo furtivo dado por um rapaz – ela não tinha certeza de quem fora – mas logo a frente Anita foi à frente à procura de sua irmã que não existia na vida real. A sua irmã estava a cuidar de um filho recém-nascido que sua irmã acabara de ter. Era uma casa em fase de construção, porém o garoto já era crescido para uma criança de nascimento recente. O beijo recebido lhe deixou estonteada. Ao que parecia ser, fora o marido de sua irmã. Nesse ponto Anita se sentiu lisonjeada em vez de ficar enojada. A sensação de alguém que lhe pegou pelos pês, foi algo aterrador. Tudo isso ocorreu durante à noite e ela, ao despertar sentiu calafrios chegando a dizer.
Anita
--- Estou com dor de cabeça. - - falou a sua mãe
Odete
--- Tome um analgésico. Noite mal dormida. Tem goteira na cama? - - indagou sua mãe
Anita
--- Não percebi. Choveu durante à noite? Nem percebi. - - relatou de forma simples
Odete
--- Uns chuviscos. Eu fui até a cama puxar o lençol sobre ti. Nem lembro de ter acordado você. - -
Forçado as têmporas, Anita indagou.
Anita
--- Tem algum analgésico? Estou de regras. - - disse lamentando
Odete
--- Um ponto a mais. Isso passa. Regras, regras, regras. Um horror. - - relatou a mulher a procura o medicamento na parte da estante onde se guardava todo tipo de trambolhos.
Logo após, Anita foi à repartição do Governo cuidar de tudo o que fazia. À noite estava no Centro a procura de um milagre. Naquela noite e naquela hora Anita sabia que milagre não havia. Portanto, calou. E um médium continuou a falar mostrando o que se busca na casa espírita como a solução dos problemas de cada qual tal a informação dos médiuns em favor do desamparado de momento. Como exemplo, um Hospital Escola. A propósito, ao se frequentar uma sessão se deixa para um lado as carências furtivas dos interesses domésticos como assisti uma novela, num jogo de futebol que acontece naquele dia entre outros propósitos. Enfim, Anita escutou a tudo no maior silencio. Um silêncio até mesmo sepulcral. Após a pregação houve a hora dos passes e em seguida a conversa com o Médium. Naquela sublime hora Anita procurou meditar sobre e que mais lhe atormentava. E, então, falou.
Anita
--- Eu não sei por que essa confusão em minha mente. Hoje, eu sonhei com uma porção de tolices. Eu estava em um emprego bem diferente. O meu chefe era um homem de porte avantajado. Ele trouxe me um monte de papeis para que eu datilografasse uma parte sobre um negócio que estava ou ia haver em uma outra capital. E eu fiz o que ele mandou. Na verdade, era um caso importante. E após fazer eu o apresentei. Ele, malcriadamente, rasgou tudo e pôs do lixo. Confesso que aquilo me causou revoltou. Porem eu não reclamei. - -
Médium
--- Muito bem. Você tem ideia de quem seria o espirito? ---
Anita
--- Eu? Como? Nunca. Eu jamais vi tal criatura. - -
Médium
--- Bem. Nós temos diferenças em sonhos. Alguns são transtornos psicológicos. Mas temos sonhos irreais. Outros, perturbadores. Mas todos são sonhos. Pessoas queridas que nos aparece, outras vezes, pessoas que nós tivemos desagrados. Às vezes, pessoas daqui da Terra a quem nós sonhamos e ela vem com toda sua arrogância apesar de ser um tipo afável. São muitos os sonhos. Variam de acordo com a nossa percepção do mundo e da vida.
Anita
--- Para bem lembrar, esse homem que eu tive em sonho, na verdade, ele existe. Um senhor gorducho e que, de vez em quando, ele entra da repartição. Eu não o conheço. Porem ele me causa antipatia só por vê-lo. Agora forcei a memória e o recordei. –
Médium
--- Muito bem. Mas nem sempre é a mesma pessoa. Ela assume a posição de determinada pessoa, porém para buscar uma outra forma. Um caso é o de sonhar com pessoas que já morreram. Por várias vezes nós sonhamos com pessoas que não existiram nesse mundo. Isso pode ser uma intuição ou apenas um caso que nos leva muito além. Quem sabe, um tio que viveu muitos anos. Uma bisavó que está em busca de auxílio. É caso muito sério.
Anita
--- Mas, este homem rasgara todo o conteúdo que eu acabara de fazer! - - disse a moça
Médium
--- O sonho expressa o nosso inconsciente pessoal e nossas lembranças de nossas recordações de vidas já existidas em outras gerações em um passado remoto. Certas pessoas lembram de sonhos onde vivem em uma casa de barro. E tem filho. Mas, na verdade, tudo isso não passa de um sonho. Buscando de seu conteúdo mais denso, se vai encontrar respostas de ocorrências de que essa pessoa viveu em outra existência em uma vila de gente pobre em outro país onde moradores eram todos de gente pobre. Isso, apenas através de um sonho se pode recordar.
Anita
--- Muito certo. Mas não tem nada a ver com esse meu sonho dessa madrugada. - -
Médium
--- Num caso especifico de um sonho, como o seu, nota-se algo peculiar. No seu sonho há de se convir que os personagens escolhidos por você, eles abrem um leque mais profundo do que você se lembra. Esse personagem pode ser um alguém de um passado distante transportada para uma outra realidade. Um homem gordo. Por que ele não é magro? Essa é uma questão a ser discutida. Não. Mas ele é gordo. E o que você diz. Quantas vezes você sonhou com uma pessoa gorda? - -
Anita
--- Não sei. Talvez ele tenha aparecido em outras oportunidades. Mesmo assim, esse gordo era bem diferente. Mas delicado. É como penso. - -
Médium
--- Você supõe que ele veio outras vezes? Varias? Muitas vezes? - -
Anita
--- Sim. Todas as vezes. Penso eu. Não sei. - - aturdida
Médium
--- Vamos recorda mais. O seu pai é gordo? - -
Anita
--- Não. Mas tem um amigo gordo. Pançudo. Igual a o homem do meu sonho. - - relatou
Médium
--- Só um amigo do seu pai é gordo? Ou apenas esse? - -
Anita
--- Tem vários. Mas esse é gordo. O pessoal chama ele de Baleia. - -
Médium
--- E você gosta, como quero dizer, gosta por se falar, dessa Baleia? - -
Anita
--- Para falar a verdade. Eu nem gosto dele. O homem parece que está andando sempre para a traz em vez de andar para frente. Os seus quartos ficam para dentro e os ombros são como uma corcunda. É um horror. - - declarou
Médium
--- Você tem tio ou outro parente que tenha postura de gente gorda? - -
Anita
--- Na verdade, eu não tenho tios. Nem gordos de finos. Parece que foram feitos em uma forma. Todos os parentes conhecidos são todos de um só tamanho e secura. Mas minha mãe teve um irmão que era diferente dos demais. Era um tanto pançudo. Esse morreu num acidente de carro. Ele entrou com seu carro em uma avenida quando foi atingido por outro carro que vinha em sentido contrário. Ele morreu na hora. Não deu tempo nem a ambulância chegar. É o que recordo. - -
Médium
--- Esse foi o único gordo em sua família? - -
Anita
--- Que eu me lembre, sim. A não outros mais da minha extensa família que eu não conheço. Minha família é grande. Muita gente. Se for contar tem gente a morar em todos os Estados. Muita gente mesmo. - -
Médium
--- Você não se lembra de mais nenhum caso assim de gente gorda? - - 

domingo, 10 de julho de 2016

O TEMPO DE ANITA - 02 -

ESPÍRITO 
- 02 -

VIDAS -

Os espíritos desencarnados, ou seja, aqueles que não habitam um corpo físico no momento, também pode estar entre nós e nos influenciar. Isso por que os espíritos influenciam a nossa vida muito mais que a gente imagina. A sua influência é constante por existir uma afinidade entre nós e eles. Eles, os espíritos, são pessoas como nós que saíram fora do corpo através da chamada morte e pela falta de conhecimento da própria espiritualidade, eles continuam com os seus condicionamentos dando vasão aos seus interesses. Nesse ponto, Anita estava a ouvir a preleção do expositor já do dia seguinte. Com efeito Anita lembrava de um passado distante onde ela se observa como sendo uma criança de seus sete anos. Aquela lembrança surgiu de repente e da mesma forma se foi. E não sabia dizer se era lembranças de seu passado vivido em outra existência ou apenas coisas nomes da pura natureza. Ao fim da sessão, Anita saiu para receber seus passes e em seguida conversar com o médium. Anita ficou cismada com seu pensar.
Anita
--- Hoje, durante a sessão, eu tive um vago pensamento. Algo veio a minha mente e por encanto sumiu. Em outras ocasiões, eu tive tais pensamentos. O que eu me lembre era ser uma menina. Eu estava em um terreno a olhar para longe e podia vislumbrar uma moça que não sei quem era, hoje. Mas na minha visão parecia ser a minha irmã. Eu via um homem se aproximar dessa minha irmã e pegar pelo braço arrastando-a para longe. Só isso.
Médium
--- Você se lembra se teve alguma irmã? - -
Anita
--- Não. Nunca tive. Nem irmão. - -
Médium
--- E amigas? - -
Anita
--- Amiga, sim. Tive uma amiga. Ela morreu. Mas eu já falei sobre Nina. Ela era a minha amiga. Desde pequena. - -
Médium
--- Ah. Eu lembro. São lembranças de vidas passadas. –
Anita
--- O que eu faço? - -
Médium
--- Estude. Quanto mais estudar, é melhor. - -
Anita
--- Não é assim. Eu lembro que, certa vez, ouvi falar por alguém, um médium de outro Centro que ele disse ter sido em um tempo um soldado romano. E como soldado, foi buscar uma moça dita como por ter sido denunciada como feiticeira. Naquele tempo se usava o Martelo das Bruxas. E Médium levou a moça para ser sacrificada e posta em uma fogueira. Ele contou essa história.
Médium
--- Mas alguma coisa ele falou?
Anita
--- Que eu me lembre, não. Eu fiquei admirada. Como um senhor que era médium foi um soldado em outra vida? - -
Médium
--- Tem casos que as pessoas viveram por algum tempo e depois retornam.  Isso é normal. Um rapaz que trabalhava na Ribeira costumava beber cachaça. Certa vez, ele brincava o carnaval e após algum tempo foi dormir na calçada de uma casa de moradia. Bem. Tempos depois, vários anos, ele acordou em espirito, pois, seu corpo tinha passado dessa encarnação e ele morreu. Morreu, mas o seu espírito estava vivo. E ele viu uma porção gente entrado em um edifício. Ele foi para lá e procurou saber quando terminava o carnaval. Os médiuns que o recebam lembraram de repente que ele estava em uma casa de sessão espirita e que ali não havia carnaval. Fizeram a doutrinação e enviaram por espirito de luz para outro local. E assim o Médium entendeu ser aquele um ébrio como tantos outros. É a vida. - -     
Anita
--- Em outras vidas nós passamos por severas contas. Não raro estamos aqui, neste mundo para expiar pelas culpas que cometemos. Então, isso é a reencarnação que todos nós temos que experimentar. Verdade? - -
Médium
--- Verdade. Pura verdade. Nós somos o que fomos um dia, na vida. Nós estamos estagiando para entrar no hospital de almas. É o nosso trabalho.
Anita
--- Eu lembro muito. Um dia, eu dormindo, vaguei pera espiritualidade, e lá encontrei um amigo. Não sei quem era, quando acordei. Porém, certamente era um bom amigo, E viajamos por uma cidade, não sei qual, conversado sobre um estágio também não sei de que. Apenas, nós nos preparávamos para chegar ao local. Foi, então um fato ocorrido. Encontramos alí, naquele recanto, uma amiga que estava desgostosa com a vida. Portanto, o meu amigo procurou saber o que a afligia. Ela então declarou está preocupada com uma enfermidade trazia do seu marido. Ele já havia morrido. No entanto, ela ainda pressentida a sua presença. A enfermidade que a ele afligia não o deixava nem mesmo dormir. Foi um sonho maluco. Eu e a moça. Terminou quando encontra um cacho de mangas e apontei para o meu amigo. “Olha! Tem mangas! - -
Médium
---- Por que eram mangas? - -
Anita
--- Não sei. Na minha lembrança era todas mangas. Só isso.
Médium
--- Mangas pode se traduzir de outras formas. Risadas, por exemplo. - -
Anita
--- Certamente. E eu sorria até. Sei que voltava o olhar para o meu amigo e sorria ao dizer que estavam cheias de mangas a fruteira. O pé de pau. - -
Médium
--- Por que pé de pau? - -
Anita
--- Porque era um pé de pau. Uma mangueira. O que tem de errado nisso? - -
Médium
--- O seu significado. Você disse que estava ali num pé de pau, buscando mangas. Porção de mangas. Veja bem no que disse. Um pé de pau. O que lembra a você isso? - -
Anita
--- Uma árvore. - -
Médium
--- Uma árvore. Árvore a vida cheia de frutos. Veja bem. Você estava com seu amigo quem não se lembra quem, perto de um pé de pau, ou seja, um pênis cheio de frutos. Sim? - -
Anita
--- Que horror. Eu não disse isso. - -
Médium
--- Mas pensou. Um pé de pau. É um sentido da metáfora. A pessoa sonha com algo que não se lembra o que era. Apenas, ao acordar, fala: um pé de pau. E vê um punhado de frutas. Punhado, que dizer muita coisa ou muito sêmen. A pessoa quando ejacula vem em muito semente pelo um tubo como frutas, flores, aos punhados. Com certeza a pessoa não se lembrar em diz onde ou como estava naquela ocasião. Se estava nua, vestida, deitada ou em pé. - -
Anita
--- Eu estava vestida. Mas em certa ocasião eu me abaixei para urinar de forma que ninguém visse. Apenas isso.
Médium
Abaixou. Estava vestida para não ser observada. Naquela ocasião, se abaixou. Abaixar é fazer sexo. –
Anita
--- Não me lembro de ter falado nisso. Eu apenas abaixei. - -
Médium
--- Do lado de fora – do muro? Ou do lado de dentro. - -
Anita
--- O senhor é um porco. - - falou zangada
Médium
--- Não se exalte. Apenas me responda de que forma a senhorita se postou. - -

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O TEMPO DE ANITA - 01 -

MOÇA
- 01 -
O CENTRO -
Naquela noite, bem cedo ainda, Anita chegou ao Centro Espírita, noite de sessão, onde já havia várias pessoas. Alguns ficavam apenas lendo um livro, talvez espirita, e alguns outros a retorcer a cara ou mesmo sempre a dormir, esperando o tempo passar. Anita, vagarosamente adentrou o Centro vendo os que estavam na casa e nada comentou. Ela já fora simpatizante e frequentadora espírita, quando jovem mocinha, mas abandonara tudo por diversas causas sofridas no caminhar de sua vida. Um namorado, foi a causa principal. Ele não suportava ser espírita. Um dia, mandou um telegrama desfazendo o seu relacionamento sentimental. Ela então sorriu e logo após, chorou. E não entendia porque esse choro. Magoada por sua fraqueza intima se despregou de todos os encantos. Anita trabalhava em uma repartição do Governo do Estado tendo assumido o serviço tão logo concluiu seus estudos de segundo Grau. Ela chegou a pensar em prosseguir a sua Educação. Isso foi tempos atrás. Sua vida era difícil. O seu ganho era ínfimo e sempre recebia com atraso. A manutenção do lar era da responsabilidade do próprio pai, motorista de taxis. Seu nome era José Muniz e a sua mãe, uma mulher dona de casa, Odete Souza Muniz. Como uma senhora do lar, dona Odete fazia costura para clientes, principalmente vestidos de meninas, moças e suas mães.
Quando teve início os trabalhos no Centro, a sala estava repleta de gente. A mesa havia apenas 5 pessoas além de 4 outras no ambiente de traz, um quarto apertado e servido por apenas dois ventiladores. No início dos trabalhos havia a preleção possivelmente pelo médio espirita. Nessa noite o homem falou sobre a influência dos espíritos em nossas vidas. Todos os participantes passaram a ouvir tudo o que se expunha naquela hora. O expositor procurou falar sobre os espíritos desencarnados, de pessoas que viveram tempos passados, em nossas vidas e morreram, alguns prematuramente. Se há espíritos desencanados de boa índole, há também aquele que já passaram de uma vida para outra procurando influenciar nas vidas dos que ainda estão encarnados nesse lar de muito mais do que se pode imaginar. Na sequência de sua preleção o homem citou casos difíceis de se entender por mais que esforço fizesse. Após toda essa explicação teve a hora dos passes onde cada um seguiria até a outra sala para receber os passes em fluídos mediúnicos dados em todas as sessões onde se fizesse esses trabalhos. Após os passes, que estivesse “carregado” ficaria para outra sessão onde a pessoa seria submetida a mais um trabalho de ordem mediúnica até o espírito obsessor pudesse seguir a outras direções menos atormentadas.
Acontece que Anita estava com espíritos obsessores atormentando a sua vida. Ela sentia suas presenças. Porém no Centro, nenhum caso ocorreu do que lhe acontecia em certos momentos. Na verdade, no espiritismo quem estava possuído, o espirito obsessor sabia muito bem quando devia se afugentar de momento para voltar horas após a perseguir na sua maldade ao ente desprevenido. Na espiritualidade, os casos ocorrem de várias formas. A obsessão vem grassando da Terra. As perturbações e sofrimentos são mais e mais variados. E dessa vez, Anita sentia as suas doenças da alma. Por meio do caso a moça procurou um Centro mediúnico que lhe acertasse esse domínio. Após receber os passes, ela foi orientada a procurar um outro Centro, pois naquele nada podia ser feito.
Com certeza a moça voltou de mão abanando e decidiu mesmo procurar esses novo Centro, o “Centro Espírita Sintonia” conhecido por todos os frequentadores de tratamentos mediúnicos.  No dia seguinte Anita procurou saber hora e data na certeza de ter maior atenção. Ela sabia desde seu tempo de menor idade que as pessoas teriam encarnações várias vezes na sua vida. Mesmo assim já esquecera de quase tudo. Na tarde do dia seguinte, Anita bateu à portado Centro em busca do amparo à sua aflição. Tão logo chegou foi atendida. O que a moça declarou foi tudo o ocorrido desde seu tempo de juventude. Mesmo desencarnado, já tendo morrido, se bem para entender, os espíritos não morrem. Eles sempre estarão vivos, existindo como uma personalidade a mais. Após esse atendimento, Anita procurou a sala onde os demais médiuns estavam a pregar as histórias dos entes já totalmente mortos ou desencarnados. Espíritos do bem e do mal, com certeza. A moça teve a lembrança de ter ouvido falar e outro Centro que os espíritos maldosos não recebiam o poder de entrar em um centro ativado.
No dia seguinte, sempre no horário da tarde quando a moça já não estava mais no serviço da repartição o Centro iniciava os seus trabalhos às duas horas da tarde. Ela frequentou constantemente as sessões. No tempo Anita ouviu lembrança de entes que um dia viveram entre os demais e agora já estava em um passado procurando a oportunidade de visitar um outro corpo sem saber ao certo o que deveria fazer. O espirito desencarnado vivia num processo constante de influência por não ter o saber de não mais existir nessa vida. Os espíritos vivem em outro plano. Porém, seguem os que estão encarnados ou vivos em busca de ajuda parecendo que eles não conceberam ainda estarem no antigo plano. Eles continuam com seus condicionamentos dando evasões aos seus interesses
Anita
--- Como eu posso dizer ao espirito que ele não é mais desse plano? - - quis saber
Médium.
--- Você não pode dizer porque nunca vai saber se ele escuta ou não. Apenas se pode falar com um médium e através desse ele, o espirito, é que vai saber não estar mais nessa vida. Ou seja. Ele é um espirito de alguém que morreu a agora está desencarnado, quer dizer, em outro plano. –
Anita
--- E seu desejo falar com uma pessoa querida que por certo desencarnou há algum tempo? - -
Médium
--- É possível. Através do sono o espirito vem até você e troca conversa. Mas, lembre-se: tais conversas não são lembradas quando você retorna à realidade, ou seja, acordam desperta. - -
Anita
--- E como é que eu sonho com um parente e ele diz tudo o que não sei ou não sabia? - -
Médium
--- Se o espirito tem permissão de voltar, então ele vem e conversa com você. Há casos de pessoas que conversam aqui mesmo, eles acordados com um espirito de um ente já desencarnado. Varia muito. Tem gente que fala muito com quem já faleceu. Tem outros que nem sequer falam. Assim vai depender da mediunidade de cada qual.
Anita
--- E como eu sei se na verdade era meu amigo? - -
Médium
--- Você não pode saber. Somente um ser amigo é que podem saber. –
Anita
--- Eu posso te dizer algo? - - indagou séria
Médium
--- Sim. Sou todo ouvidos! - -
Anita
--- Pois bem. Certa vez eu falei com uma amiga que havia morrido. Eu estou brincando. Ela me apareceu e nós conversamos ao que parece por uma hora. Eu estava acordada. Era uma manhã de domingo. Os pássaros gorjeavam das arvores do quintal da minha casa. O vento tocava brando. Não havia nada que me perturbasse. Foi num ponto assim que a minha amiga surgiu. Ela me despertou a atenção, coisa que eu não esperava de fato. Nina surgiu como por encanto. Eu até fiquei surpresa. Ela disse que eu não tivesse medo pois estava alí em verdadeira paz. No momento eu fiquei surpresa. Mas logo lembrei de ter recordado de Nina na noite passada. Para bem dizer, eu lembrava sempre da minha amiga. Trajava um vestido branco, estava com seus cabelos como se fosse despenteado. Era a forma de usar seu cabelo. Franzina, mas não magra. Sua cor era alva, como sempre fora. A estatura de um metros e sessenta e cinco, como era ela. Um silvo cortou o ar e então nós conversamos por longo tempo. Ela falou onde estava e que sempre me visitava, mas não podia falar comigo naqueles instantes. E veio então em uma hora que conseguiu como se fosse atravessar o tempo. Então continuou a conversa. Disse ter sido desencarnada por causa de uma enfermidade e agora nada mais sentia. Ela se sentia muito bem. Continuamos a conversar até quando parece ter chegado o seu tempo. Despediu-se e partiu. Partiu, mas não partiu para lugar nenhum. Apenas se evaporou ou coisa assim. Entendeu? - -
Médium
--- Entendi. Mas você nunca esteve em contato com algo espiritual? - -
Anita
--- Outro dia eu vi. Vi memo. Um amigo que já morreu. Desculpe. Desencarnou. Eu entrei em um café, desses que muitos por aí. Mas eu não sabia onde era. Apenas que era um Café. Quando eu adentre vi um rapaz que eu conhecia há vários anos. Ele estava lá. Eu tive um susto e disse-lhe se ele estava ali. Ele apenas me olhou, sorrindo. Eu pedi escusas por ter informado aos nossos amigos da sua morte. Ele sorriu e então nós saímos para outro ponto da cidade onde foi pedido um café. Eu não queria mais. Apenas o acompanhei. Tenho muitos encontros com meus amigos já mortos.
Médium
--- Você sonha? - -
Anita
--- Sim. Eu penso até que já morri. Mas sempre acordo. Alguns sonhos, eu me lembro. Em sua maior parte, não faço ideia.
Médium
--- Você tem família? - -
Anita
--- Pai e mãe. E uma torcera de tios e tios. Primos. Mas não dou muita importância para eles. –
Médium
--- E avós? - -
Anita
--- Todos mortos. O meu pai é motorista de taxi. Minha mãe cuida da casa. Eu trabalho no Estado. Vez por outra vejo um primo. Eu nem falo. Ele também nem liga. - -
Médium
--- Você é invejosa? - -
Anita
--- Isso, não. Para que ter inveja? - -
O médium calou

quarta-feira, 6 de julho de 2016

ABDUÇÕES - 44 -

FLORESTA
- 44 -
INTELIGÊNCIA -
O nível de precisão encontrado na construção das Pirâmides também indica uma inteligência superior.  O posicionamento da Pirâmide é absolutamente preciso. Ela aponta para o norte com um desvio de 5 centésimo de grau. Nenhuma outra estrutura da Terra tem essa precisão. Construída com que os egípcios chamavam de geometria sagrada, acredita-se que as Pirâmides eram polidas para refletir a luz do Sol. E seriam visíveis do espaço.
Cléa
--- Mas qual seria o propósito de um marco tão claro? - - quis saber
Lígia
--- A resposta pode ser encontrada na mesma geometria sagrada. As equações e a matemática necessárias para essa construção eram tão avançadas que só alguém olhando para a Terra do Céu ou do espaço poderia fazer os cálculos da Grande Pirâmide. A análise indica que a altura da grande Pirâmide resulta na distância média entre a Terra e o Sol. A circunferência da base da grande Pirâmide reproduz em escala quase perfeita a circunferência da Terra na linha do Equador.
Cléa
--- Onde os egípcios obtiveram tantas informações? - -
Lígia
--- Elas iam muito além do Egito antigo e muito além da própria civilização. Por isso se acredita que o Egito antigo era uma civilização extraterrestre. Se uma inteligência extraterrestre ser responsável por essas grandes estruturas os seus criadores se identificaram com a raça humana.
Cléa
--- Se não, por que teriam deixado para trás a Grande Pirâmide ou a estrutura que pode explicar de onde eles vieram? - -
Ligia
--- A Esfinge. Com 20 metros de altura e 73 de comprimento, ela é a maior estátua monolítica do mundo. E um segredo em seu interior pode provar que sua origem no são do nosso planeta. A grande esfinge contém diversos mistérios além da nossa compreensão. Mas o maior deles está bem na superfície. A sua construção data de antes da existência da civilização egípcia. Isso significa que a Esfinge seria milhares de anos mais antiga do que a cultura egípcia.
Clea
--- Se os egípcios não construíram a Esfinge. Quem ou o que construíram? - -
Lígia
--- Fotos comprovam existir várias Pirâmides e até uma Esfinge enterrada nas areias de Marte, o planeta. As Pirâmides do Egito foram construídas por uma raça marciana.
Clea
--- Céus. Agora estou com medo! - - falou a estremecer o corpo
Nenhuma evidência de vida extraterrestre é mais cobiçada do que uma mensagem de outro mundo. A comunicação com um extraterrestre seria a chave para desvendar os segredos da vida no Universo.
Lígia
--- Um incidente histórico se destaca em relação a tudo isso que desejamos vivenciar. A possibilidade de aniquilação nuclear criada por um conflito pelos Estados Unidos e a União Soviética chega ao auge. A guerra fria está se degelando com guerra fria se tornando bem quente. Preparando-se para um contra-ataque as tropas americanas ocupam a Base da Força Aérea Britânica nos arredores da Inglaterra. Por volta das três da manhã de 26 de dezembro o radar detecta o sinal de um objeto desconhecido da floresta próxima a Base. As sentinelas notam algo estranho acima das árvores. Eles viram luzes não identificadas na floresta do portão de Bentwaters. O radar indicava que poderia ser um acidente aéreo. - -    
Cléa
--- Ave. Morreu gente? - - indagou espantada
Lígia
--- Espera! Que vexame! Uma equipe foi enviada à floresta para investigar. O que a equipe encontra após entrar na mata não é uma nave acidentada. Acima das arvores o sargento viu a silhueta de uma nave triangular descendo até o solo da floresta. O ar em torno do objeto estava eletrificando. Dava para sentir nas roupas dos militares. E os militares perceberam que não era um acidente aéreo, mas o objeto voador não identificado.
Cléa
--- Eles fugiram? - -
Lígia
--- Não. Imediatamente o sargento Jim Penniston pega seu caderno para registrar os detalhes da Nave. O objeto mostra com quase três metro de cada lado e quase 1:80 metros de altura com símbolos misteriosos gravados nas laterais. Uma das coisas que diferenciam esse incidente não forram só luzes no céu. Era mesmo um Ovni e os militares chegaram bem perto do objeto. Ele aterrissou numa pequena clareira e os militares chegaram tão perto que foi capaz de esticar o braço e toca-lo. Então acontece algo que mudaria o cenário para sempre. Entre os símbolos gravados havia um maior do que os outros. Quando o militar tocou nesse símbolo houve uma explosão de luz branca. - -
Cléa
--- Meu Deus. Mas isso me causa temor. - - falou em êxtase.  
Lígia
--- Espere. Tenha calma. E foi nesse instante que o sargento Penniston disse ter não visto nada, vendo apenas uns números piscando na tela da sua mente. Os números ficaram gravados em sua memória. Eles são parte de um código extraterrestre. Logo em seguida o sargento puxou a sua mão e tudo parou. A Nave começou a se mexer e sumiu, num piscar de olhos. Mas um detalhe intrigante em detalhe de horários nos relógios sincronizados do sargento de o seu companheiro, o militar John Burroughs. Foram quase 45 minutos. O que eles encontraram afetou suas memórias. Em algum momento a eletricidade estática afetou as suas memórias ou o que eles viram. Isso se fez em território em incomum. Quando eles voltaram para a base, tinha se passado mais tempo do que eles acreditavam. Havia uma discrepância em seus relógios de pulso. Foram mostradas ideias extraordinárias. Ideias sobre viagem no tempo. - -
Cléa
--- Como assim? Eles voaram? - - indagou assustada
Lígia
--- Não bem assim. Sigamos. Na noite seguinte, John Burroughs se encontra com o comandante interino da Base para reexaminar o local do encontro. Eles vasculham a área da suposta aparição e medem a radiação das árvores vizinhas. Toda comunicação via rádio daquela noite estava sendo gravada pelo posto de comando. O rumo da investigação mudou subitamente quando um soldado da equipe nota algo especialmente incomum: uma luz brilhante à distância. O objeto explodia uma luz branca e disparou rumo à costa. - -
Cléa
--- Caramba! Sumiu? - - arregalou os olhos
Lígia
--- Parece. Então o comandante da equipe indagou sobre isso se foi uma comunicação, um aviso. O que foi isso? O incidente foi relatado em memorando ao Ministério da Defesa do Reino Unido sobre o incidente. Foi uma ocorrência real. O código que a equipe recebeu ao tocar a nave. Em depoimento o soldado disse que em sua mente os números Uns e Zeros ficavam piscando e quando ele pegou novamente o caderno para olhar os símbolos, ele iniciou a escrever. Ao completar dezesseis páginas ela pode identificar o código binário. A base da comunicação digital.
Cléa
--- Só um e zero? - - assustada.
Lígia
--- Sim. Só um e zero. Outros cientistas já enviaram a mensagem em código digital ou código binário. É um tipo de linguagem universal. É o código mais fácil de ser decifrado. - - sorriu
Cléa
--- Ah. Entendi. Que coisa? - - e sorriu.
No sábado, Lígia Jones Alencar já estava pronta para ser cirurgiada pelo médico, doutor Fausto. Ela entrou na unidade hospitalar na tarde da sexta-feira e se submeteu aos regimes rigorosos por conta da cirurgia. A sua mãe, Marina e a irmã Clea, ficaram do lado de fora da cirurgia tendo se alimentado aos conformes. Ligia ante de partir para o local restrito aos pacientes pediu a benção a sua mãe e piscou o olhar para a sua irmã. Os maceiros chegaram com toda a paciência e colocaram a moça na maca e seguiram para o setor de cirurgia conforma ditava as normas do Hospital. Eram oito horas da manhã. Um silencio abafado cobria o ambiente. Deita naquela cama a moça apenas viu passar uns pilares nas paredes do edifício. Era tudo muito rápido. O sacolejo da maca era o desgaste aterrador. Nada mais havia a falar.
FIM